Lixo acumulado é o maior problema enfrentado pelos agentes do Programa de Combate a Dengue

14 de fevereiro de 2018 14:26
Comunidade , Dengue , Saúde , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Lixo acumulado é o maior problema enfrentado pelos agentes do Programa de Combate a Dengue (Foto: Bruno Fiorini/Arquivo Lance Notícias)

No último boletim divulgado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive SC) no dia 3 de fevereiro desse ano sobre a situação da vigilância entomológica do Aedes aegypti é, de certa forma, preocupante. No período de 31 de dezembro de 2017 a três de fevereiro de 2018, foram identificados 2.073 focos do mosquito Aedes aegypti, em 91 municípios. Neste mesmo período, em 2017, haviam sido identificados 1.207 focos em 79 municípios. O número de focos de 2018 é 71,7% maior quando comparado ao mesmo período do ano de 2017.

Em todo o estado já são 64 municípios considerados infestados pelo mosquito e Xanxerê está nessa lista. Conforme a coordenadora do Programa de Combate a Dengue do município, Janete Rodrigues, desde o início do ano até o momento já foram contabilizados 121 focos do mosquito na cidade e 21 casos suspeitos de dengue, sendo 20 com resultado negativo e um que ainda aguarda o resultado.

“Estamos um pouco mais tranquilos porque não tivemos nenhum caso confirmado da doença no município, mas continuamos com o nosso trabalho de rotina. Passamos em todos os imóveis a cada dois meses para fazer tratamento em algum depósito que precise e explicar para a população a questão da eliminação dos criadouros, não deixar água parada e toda a questão dos cuidados a serem tomados para evitar a proliferação do mosquito” comenta.

Mesmo com esse trabalho contínuo, Janete comenta que cerca de 30% dos imóveis acabam ficando sem fiscalização, pois encontram-se fechados e os agentes não conseguem fazer a verificação do interior dos terrenos. Ainda sobre as dificuldades encontradas pelos agentes, Janete destaca que uma das maiores dificuldades enfrentadas por eles hoje é o lixo descartado de forma indevida e que acaba se tornando um criadouro para o mosquito.

“O nosso maior problema é a questão do lixo, o pessoal não se conscientiza sobre isso. Algumas pessoas que tem piscina em casa também encontramos alguma dificuldade para verificar e conscientizar as pessoas do tratamento que precisa ser feito semanalmente, porque ali também pode ser um criadouro. Falta conscientização das pessoas. O poder público faz a sua parte, que é fazer o tratamento quando necessário e essa orientação, mas a população também precisa fazer a sua parte. Para conseguirmos eliminar o mosquito do município, 90% da iniciativa deve partir da população, porque não podemos estar em todos os imóveis a todo o tempo, todos os dias. Cada um precisa fazer a sua parte na sua casa e no seu estabelecimento” destaca.

Além disso, Janete pede para que os moradores tomem cuidado também com as calhas de suas casas e os reservatórios de água, como cisternas e caixas d’água. Segundo ela, esses locais precisam de limpeza mensal, pois podem se tornar criadouro para o Aedes.

Para quem verificar uma situação de água parada, que pode se tornar criadouro para o mosquito, pode entrar em contato com o Programa de Combate a Dengue através do número 3441-8592, ou fazer sua denúncia em uma unidade de saúde de Xanxerê.


Por: Alessandra Oliveira

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