Longe dos vícios e das ruas, acolhidos da Casa Solidária relatam experiências

23 de novembro de 2018 18:39 | Comunidade , Variedades , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Longe dos vícios e das ruas, acolhidos da Casa Solidária relatam experiências (Foto: Alessandra Bagattini/Lance Notícias)

Já se deparou com um morador de rua hoje? Já pensou em como ele chegou nessa situação? Para muitos, eles são invisíveis, mas não aos olhos da paróquia de Xanxerê ou da associação SOS Vida Nova.

Existe em Xanxerê, em andamento, o projeto Casa Solidária São Francisco de Assis, que tem o objetivo de amparar estas pessoas e auxiliá-las para que abandonem o vício – quando existe – e que possam ser reinseridos na sociedade futuramente.

 

Relatos

Valci Severo, natural do Rio Grande do Sul, após um momento de muita dificuldade buscou refúgio junto à igreja e foi encaminhado para a Casa. As instalações ainda estão em fase de construção, mesmo assim, hoje é o abrigo de Valci.

– Eu tenho os meus filhos em Xanxerê. Eu tomei um golpe aqui em Xanxerê e depois disso, pedi ajuda para o padre e ele me encaminhou para cá, vai fazer cinco meses que estou na casa. Antes eu vivia na rodoviária, teve uma noite que me deram hospedagem no hotel e em um dia eu sentei naquele palco na frente da praça e comecei a pensar, tive a ideia de procurar a igreja, pedir um trabalho, porque eu tenho o meu diploma de cozinheiro. Fui encaminhado para a missão e estou aqui para ajudar a comunidade – conta Valci.

Na casa, ele ajuda na construção, na limpeza e organização, no plantio das verduras e legumes e principalmente, se mantem longe das ruas.

A situação se repete com Lodoir. Na segunda-feira (26) completa um mês que ele está na Casa. Ele veio de Pato Branco com o objetivo de auxiliar nos trabalhos de construção, em Xanxerê.

– Eu participava da missão em Pato Branco, daí me convidaram para vir para cá, porque eu trabalho como pedreiro, carpinteiro, então ajudo na obra aqui. Sou de Pato Branco mesmo. Dia dois vai fazer 16 meses que eu estou na missão. Sou outra pessoa, graças a Deus. Consegui resgatar minha família. Antes eles não queriam mais saber de mim. Quando meus filhos chegavam na minha casa eu sempre estava bêbado. Não quero mais aquela vida – destaca Lodoir José Debastiani.

 

A Casa

O projeto ainda está em andamento e conta com a ajuda da comunidade que tem doado os materiais de construção e também os mantimentos, além do Lions, que tem sido grande apoiador no projeto.

Atualmente há quatro pessoas abrigadas na casa. Para ficar no local, além de ajudar nos trabalhos é necessário deixar o seu vício, quando existe, e seguir o projeto da Missão.

– Hoje estamos com quatro pessoas abrigadas já. Se abrir as portas enche, tem muita gente. Acreditamos que quando acabar a obra, vai encher – comenta Teresinha Andreis, que trabalha na casa.


Por: Patricia Silva

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