Macacos-prego levam o nome de Xanxerê para o Brasil

8 de novembro de 2017 09:54
Animais , Comunidade , Variedades , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Macacos-prego levam o nome de Xanxerê para o Brasil Filhote de macaco-prego (Fotos: Patrícia Silva/Lance Notícias)

 

Macacos-prego, saguis, araras, papagaios, jandaia e periquitos podem ser encontrados no criadouro Aves do Paraíso, localizado no interior de Xanxerê. Há cerca de 40 minutos do centro do município, o local é pouco conhecido pelos xanxerenses, mas recebe constantemente visitas de pessoas de outros estados.

O motivo de tanta procura é que o criadouro é o único autorizado a comercializar macacos-prego do Brasil e o mais antigo que cria e revende saguis. Vilson Zarembski, proprietário do criadouro, se dedica aos animais silvestres há mais de 20 anos.

Recentemente os macacos criaram fama nacional após serem adquiridos por famosos como o cantor Latino, o jogador de futebol Emerson Sheik, o adestrador André Poloni, entre outros.

Quer comprar um animal silvestre?

Primeiro é imprescindível destacar que para adquirir animais silvestres é necessário buscar criadouros autorizados pelo Ibama e os valores variam bastante. Por exemplo, para adquirir o macaco-prego o valor fica entre R$ 20 mil e R$ 60 mil variando de acordo com idade e tamanho, já os saguis cerca de R$ 4 mil, araras em torno de R$ 3,5 mil e os papagaios, que não estão disponíveis atualmente no criadouro, custa cerca de R$ 3 mil.

Segundo Zarembski, o valor para manter o criadouro é em torno de R$ 9 mil mensal. No local há hoje cerca de 180 animais no total.

Rotina dos animais

O dia amanhece e logo os animais estão acordados e mais ninguém dorme. A rotina começa cedo com a primeira alimentação. “Trabalhamos de segunda a segunda, das 7h às 23h. São 8 refeições por dia, sendo que todos os animais precisam de alimentação a cada duas horas. Os itens da alimentação são bastante variados para suprir todas as necessidades nutricionais dos animais”, salienta.

Dentre as atividades diárias de Vilson está o preparo dos alimentos, a limpeza do local e o cuidado com os filhotes, onde os filhotes de macacos e saguis, por exemplo, precisam tomar o leite comprado e dado em uma mamadeira.

Preocupação com a febre amarela

A febre amarela é transmitida pelo mosquito aedes aegypti, mesmo que transmite a dengue, e pode passar a doença para os macacos. Em estados vizinhos, casos de febre amarela já foram diagnosticados nos macacos o que deixa Vilson em estado de alerta.

“Hoje estamos apenas em estado de alerta, pois não temos em Santa Catarina, mas temos no Rio Grande do Sul, se vier para cá vamos precisar de ações de prevenção, como isolar o criadouro, instalar telas para evitar os mosquitos que transmitem e talvez ir atrás de vacinas”, finaliza.

Vilson e os animais

“Desde criança sempre tive bicho. Em 1997 comecei com os saguis e trabalhei até 1998 como criador conservacionista, não podia vender. Mas precisei me desfazer, pois não estava conseguindo manter o local, então entrei em contato com o Ibama e eles destinaram meus bichos para o zoológico de Balneário Camboriú. Em 2002 reabri o criadouro, mas agora com o objetivo de comercializar”, expõem.

Como o criadouro não é conservacionista, o local não pode ser aberto para visitação por diversos motivos como estresse dos animais e até transmissão de doenças para os bichos.


Por: Patricia Silva

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