Mãe de gêmeos conta sobre descoberta da gravidez e desafios enfrentados até a alta dos bebês

9 de setembro de 2019 15:48 | Visualizações: 7568
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Mãe de gêmeos conta sobre descoberta da gravidez e desafios enfrentados até a alta dos bebês Fotos: Arquivos Pessoais

O sonho de ser mãe veio em dose dupla para Eduarda Schuckes. Tudo começou em 2018, quando a xanxerense realizou uma consulta ginecológica de rotina e o resultado, perante a sua visão, não foi muito bom. Na época, Duda descobriu que poderia levar até dois anos para engravidar.

E foi em uma conversa com seu companheiro que ela optou por não desistir e desde o dia seis de agosto tem outra rotina, isso porque, veio ao mundo Lucas e Caetano Schuckes Babinski.

– Em setembro de 2018, em uma consulta ginecológica de rotina, o médico informou que devido aos ovários policísticos, quando eu decidisse engravidar teria que fazer indução de ovulação e poderia demorar até dois anos para conseguir engravidar. Naquele dia fiquei triste, afinal pensei que nem pudesse ser mãe. Cheguei em casa e conversei com meu companheiro, expus tudo o que o médico falou e, ressaltei o medo que me afligia naquele momento pois, o Luiz sempre sonhou em ser pai. A partir daquela conversa decidimos que em 2019 tentaríamos um bebê, contudo, prometemos não criar expectativas para que não houvesse frustração – cita.

A decisão foi levada tão a sério que ao sentir os primeiros sintomas da gestação, a dúvida prevaleceu e para a confirmação foram necessários três testes.

– Nos primeiros dez dias do novo ano me senti enjoada, menstruação atrasada, pele horrível, características de gravidez, mas também, sintomas da síndrome dos ovários policísticos, conforme combinado, ignorei para não se frustrar. Em uma tarde quando estava comprando algumas coisas na farmácia me deparei com um teste de gravidez na prateleira, comprei! Não comentei nada com Luiz e fiz o teste, resultado: negativo (apenas um risquinho). Por ironia do destino (ou não) não descartei o teste e deixei na bancada do meu banheiro. Fui fazer outras coisas e aproximadamente uma hora depois ao retornar ao banheiro lá estava o teste, mas desta vez haviam duas listrinhas, o que indicava o positivo, fiquei sem saber o que fazer, então fotografei e mandei para uma amiga que estava grávida da época, não deu um minuto ela me ligou afirmando que eu estava grávida. Não acreditei – relembra.

A dúvida ainda persistiu e por conta disso, um novo teste foi realizado.

– A minha amiga comprou um novo teste e me ligou para ir até a casa dela, fui, mas sem expectativas, afinal o médico foi claro com meu diagnóstico. Realizei o novo teste e: pimba! Dois risquinhos se formaram rapidamente, neste momento fiquei nervosa e não satisfeita. Liguei para o Luiz contando o ocorrido e pedi para comprar um novo teste de farmácia. Foram três testes realizados naquele dia e, o último além de indicar que eu estava grávida mostrava que eu estava com mais de três semanas de gestação – comenta.

 

Mas foi só após um exame de sangue que a dúvida da gravidez sanou, mas a descoberta que a Duda seria mãe de gêmeos ocorreu em uma consulta com obstetra, quando ela apresentou problemas no rim.

– Com medo da frustração, me mantive firme até a realização do exame de sangue. Luiz estava eufórico e descumprindo a promessa de não criar expectativas. No outro dia cedinho fui ao laboratório, mas o resultado somente sairia as 10 horas, que ansiedade. Naquele dia as horas se arrastavam para passar, até que o resultado chegou juntamente com o inesperado positivo. Um sentimento indescritível tomava conta de mim, mil perguntas me perturbavam junto com choro e felicidade, afinal teríamos um bebê! A sonolência e os enjoos tomavam conta de mim e eu estava tentando levar uma vida normal, até que um dia acordei indisposta com uma dor lateral esquerda, me arrumei e fui trabalhar, lá passei mal assim que cheguei e até pensei que estava perdendo o bebê, era uma dor terrível. Fui ao hospital e descobri naquele dia que tinha apenas um rim e provavelmente havia expelido um cálculo renal, mais tarde fui no consultório do meu obstetra que fazendo o ultrassom disse: realmente tens somente um rim, mas em compensação tem dois bebês aqui. Ficamos extasiados com a notícia, um misto de medo e alegria – detalha a mãe.

 

 

Apesar de tudo, Duda comenta que sua gestação foi muito tranquila e sua maior força vinha de Deus, família e amigos, em especial de sua irmã, que foi mãe de trigêmeas.

– No geral minha gestação foi muito tranquila, claro que com as peculiaridades de gestação gemelar, que exige mais cuidado que uma gestação comum. Meus meninos, ansiosos como a mamãe, decidiram nascer no dia seis de agosto, com 30 semanas de gestação, muito fortes e saudáveis, precisando apenas ganhar peso para ir pra casa. E a partir do momento que eles nasceram, eu renasci, em todos os sentidos. Ressalto que nunca imaginei ser mãe de dois ao mesmo tempo, até porque minha irmã foi contemplada com trigêmeas, também de forma natural, e, nunca imaginei que na mesma família pudesse ter dois casos tão inéditos – salienta.

A alegria ficou ainda mais completa na sexta-feira (06), onde, após 30 dias Lucas e Caetano receberam alta do hospital.


Por: Alessandra Bagattini

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