Mãe de Jéssica Lumi mantém o contato com a filha por meio de cartas psicografadas

13 de fevereiro de 2019 10:39 | Comunidade , Variedades , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Mãe de Jéssica Lumi mantém o contato com a filha por meio de cartas psicografadas Foto: Patrícia Silva/Lance Notícias

Rosane Mettler é mãe de Jéssica Lumi. A jovem, que foi rainha do carnaval de Xanxerê, foi assassinada em 2010, pela então namorada. Depois do acontecido, a vida e a rotina de Rosane mudou totalmente. E foi por meio da crença espírita que a xanxerense entendeu a situação. Isso porque, ela mantém contato com a filha por meio de cartas psicografadas.

O primeiro contato, por meio de carta, ocorreu em Florianópolis, em um encontro de espiritismo. Na oportunidade, uma médium apresentou a carta para Rosane.

– Uma médium, de São Paulo, estava no evento. Quando eu cheguei lá, fiz a inscrição e levei uma foto. Logo que entrei, ela escreveu. Foi a primeira carta escrita. Ela me disse que estava bem e essas palavras me confortaram e foram escritas do jeito que ela falava, que ela usava. É a mesma coisa – conta.

Rosane relembra que a filha já frequentava o Centro Espírita Lar de Jesus antes do acontecido. Segundo ela, as duas primeiras cartas foram escritas por uma médium, em Florianópolis, depois continuou aqui.

Na última segunda-feira (11), Jéssica completaria 26 anos. Agora, depois de toda a sua experiência, Rosane cita que falar sobre morte é natural, já que ela acredita que o corpo físico é emprestado.

– Nesta semana ela ia fazer 26 anos, mas do fato, faz nove anos. Hoje, para mim falar de morte é muito natural, eu vejo com outros olhos. Porque o nosso físico é só emprestado e na verdade precisamos cuidar do espírito. Em uma das cartas, ela explica o porquê do acontecido comigo e com ela. E ela traz assuntos das vidas passadas, e isso ocorre por que a pessoa vem para esse plano para evoluir e resgatar o que não foi certo na vida passada – conta.

A última carta que Rosane recebeu foi em 2017. Ela diz que a sente que a filha não está longe e percebe isso por meio de sinais.

– Se eu sentir os detalhes, eu sinto que ela não está longe. Hoje, eu entendo todas mães que perdem os filhos. A gente perde as forças. Eu sonhei muito poucas vezes com a Jéssica, uma das vezes, que me marcou muito, foi quando um amigo meu faleceu. Às vezes que sonhei ela estava sempre muito feliz, alegre, e naquela noite foi última vez que sonhei com ela – diz.

Sobre a relação com Catiucia Carvalho, Rosane diz que ainda pretende encontrá-la e que já buscou maneiras disso acontecer.

– Eu entrei em contato com o presídio, já que eu queria fazer uma visita para ela. Não tenho mágoa, nunca senti ódio, raiva. Isso traz doenças para o corpo físico e eu sempre recomendo o perdão, que é melhor. Eu acredito que um dia vamos nos encontrar, mas vai ser bem tranquilo. Acredito que se ela não estivesse ingerido bebida alcoólica, nada disso teria acontecido – cita.

Sentimento em comum e encontros da vida

Rosane diz que foi procurada por um pai que também perdeu um filho em acidente. E, em conversa, ele contou a ela que também havia visto alguns dos desenhos que a Jéssica lhe mandou.

– Em uma das cartas, onde a Jéssica mandou para mim, um pai que perdeu um filho em um acidente de moto e me procurou, disse que também viu esse desenho. Na carta, ela diz que os estudos deles são bem avançados e diz que para nós não tem sentido, mas para eles é da eternidade – comenta.

A carta diz:

“É do mundo de verdade é como se costuma dizer é da eternidade”.

Em outra carta Jéssica diz para sua mãe sobre o destino:

“Mãe fiz um desenho para você. A vida navega e nós somos os condutores dos nossos remos e destinos”.

Atualmente, Rosane possui outro filho, o Pedro. Ele também comenta sobre Jéssica.

– Ele fala muito dela, e diz que sente saudade. Acredito que eles se encontraram em outro plano – conclui.

 

 


Por: Alessandra Bagattini

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