Mãe realiza método canguru na UTI Neonatal do Hospital Regional São Paulo

13 de julho de 2016 15:30
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Mãe realiza método canguru na UTI Neonatal do Hospital Regional São Paulo Casal Thiago e Marianne, com o pequeno Lucas Benjamin (Foto: Divulgação)

 

“Em 18 de junho, precisei vir transferida do hospital de Videira para cá, pois estava com o quadro de trombofilia e pressão alta. Devido ao meu quadro de saúde, nosso primeiro filho Lucas Benjamin, nasceu no dia 24 de junho, aqui no Hospital Regional São Paulo, com 30 semanas gestacionais e pesando apenas 1.120kg. Como toda mãe, esperava que assim que ele nascesse, eu e o meu esposo pudéssemos pegar ele em nossos braços. Pela prematuridade, isso não foi possível, pois ele precisou ir imediatamente para a incubadora. Aos catorze dias de vida, tive a alegria de pegar ele em meu colo e realizar o método canguru. Foi um momento muito emocionante, indescritível. Pude sentir a pele dele e perceber o quanto ele ficou calminho e gostou do colo da mamãe”, relata Marianne de Andrade de Videira – SC, mãe do pequeno Lucas Benjamin, que segue internado na UTI Neonatal do HRSP.

Marianne conta que não conhecia o método canguru (que consiste em manter o recém‑nascido de baixo peso, em contato pele a pele, na posição vertical junto ao peito dos pais) e que pôde ver os benefícios que o método proporciona tanto para o seu bebê, quanto para ela, “Estou realizando o método entre três e quatro vezes por semana e tenho percebido o quanto esse momento traz benefícios. O Lucas fica calminho, a gente tem esse tempinho mais próximo de mãe e filho, além de aumentar ainda mais o amor que temos por ele. Na próxima semana, meu esposo também vai iniciar segurar o Lucas na posição canguru, estamos muito felizes com o desenvolvimento e com todo o amor e humanidade que a equipe do HRSP tem conosco”, finaliza Marianne.

A Pediatra e Neonatologista Lilian Cassia Marini, observa que com o nascimento do bebê e havendo necessidade de permanência na UTI Neonatal, especial atenção é dada no sentido de estimular a entrada dos pais e de estabelecer contato pele a pele com o bebê, de forma gradual e crescente, de maneira segura e agradável para ambos.

“A posição canguru traz muitas vantagens e benefícios para a mãe e o bebê. O método proporciona aumento do vínculo afetivo, reduz o tempo de separação mãe-filho, melhora o desenvolvimento neurocomportamental e psicoafetivo do bebê, contribui para o controle térmico adequado e possibilita ainda maior competência e confiança dos pais no manuseio do seu filho de baixo peso, inclusive após a alta hospitalar. A prática é sempre realizada de maneira orientada, segura e acompanhada de suporte assistencial por uma equipe adequadamente treinada”, finaliza. (Assessoria de imprensa)

 


Por: Patricia Silva

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