Mais da metade das famílias inadimplentes em SC diz não ter como pagar contas

15 de julho de 2016 15:38
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Mais da metade das famílias inadimplentes em SC diz não ter como pagar contas Dívidas com o cartão de crédito são as principais (Foto: Divulgação)

 

Dezoito por cento das famílias no estado têm contas em atraso. Embora seja alto, o número já foi maior no começo do ano, quando ultrapassou os 20%. Contudo, entre as famílias que têm contas vencidas, mais da metade (57%) diz não ter condições de pagar tudo o que deve. Os dados são de relatório de junho da Fecomércio SC.

As famílias que consideram ter condições de pagar pelo menos parte das dívidas representam 10,9% dos inadimplentes. Entre os municípios, Florianópolis aparece na liderança dos inadimplentes, com 22,8% das famílias da capital deixando de pagar em dia. Chapecó, com 11,8%, tem o menor número.

No país, de acordo com o Serasa, o número de inadimplentes diminuiu pela primeira vez desde dezembro de 2014. O dado de referência é de maio, quando foram contabilizados 59 milhões de pessoas com contas a pagar, 1,3 milhão de devedores a menos que no mês de abril.

 

Cartão de crédito

A tentação de pagar a taxa mínima do cartão tem pegado os consumidores incautos. A principal dívida dos brasileiros e também dos catarinenses é com o cartão de crédito. Na cidade de SC com mais contas atrasadas, Florianópolis, o cartão é responsável por 69% das dívidas.

“As pessoas deixam de pagar justamente o cartão, que têm os juros mais altos do mundo, 450% ao ano. É impossível não entrar numa bola de neve. Jamais deixe de pagar a fatura total do cartão”, aconselha a consultora financeira Annalisa Dal Zotto.

Ela orienta que, caso falte dinheiro para pagar a fatura total do cartão, o ideal é procurar empréstimos mais baratos, como o CDC oferecido nos bancos. Assim, de cerca de 15% ao mês, os juros caem para 3 ou 4%. Ainda é alto, mas é mais barato que o juro do cartão. Annalisa ainda aconselha ir pessoalmente ao banco, já que a contratação de empréstimo por internet costuma sair mais cara. Outra saída ainda mais em conta é o crédito consignado.

E, é claro, é preciso rever os gastos e mudar comportamentos. “Lidar com dinheiro também é lidar com emoção. A pessoa precisa se conhecer e criar formas de gastar menos. Se vai na balada, por exemplo, não leve cartão, leve dinheiro contado. Depois de dois drinques todo mundo fica rico”, diz a consultora.  (Fonte: DC)

 


Por: Patricia Silva

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