Manifestantes lotam a praça Tiradentes em protesto as mudanças propostas pelo Governo Federal

11 de novembro de 2016 10:01 | Comunidade , Evento , Política , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Manifestantes lotam a praça Tiradentes em protesto as mudanças propostas pelo Governo Federal (Fotos: Patrícia Silva/Lance Notícias)

 

A movimentação iniciou cedo na Praça Tiradentes, de Xanxerê. Diversas instituições, Sindicatos, movimentos, servidores públicos e alunos se reuniram na Greve Geral, que visa protestar contra diversas mudanças propostas pelo Governo Federal, principalmente, a PEC 241 (agora PEC 55), Reforma do Ensino Médio e da Previdência Social.

A programação iniciou às 9 horas desta sexta-feira, na sequência, os manifestantes seguiram até a frente do INSS para manifestar contra a reforma da previdência. Depois, o grupo se desloca até a prefeitura de Xanxerê e retorna para a praça. À tarde a programação se estende até a ADR de Xanxerê e depois o grupo retorna para Praça onde terão apresentações artísticas.

“Esse movimento é de vários sindicatos e movimentos sociais e, acontece simultaneamente em diversos estados brasileiros, não é só Xanxerê. Basicamente, é uma luta contra vários pacotes que o governo federal está repassando para os municípios, principalmente a PEC 241, agora 55, que vai estipular o teto no investimento da educação, assistência social e saúde, onde o governo diz que é um gasto, mas isso é um investimento”, diz o presidente do sindicato dos servidores públicos de Xanxerê, Diones Toigo.

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Sindicato diz não ser contra o limite de gastos

“Nós não somos contra o limite de gastos, mas acreditamos que ele deveria ser feito de outra forma. Por exemplo, controlar o que se gasta com o poder judiciário, são salários exorbitantes de juízes, deputados, senadores, se poderia controlar o gasto público com isso. Ou então, fazendo uma auditora da dívida pública. No nosso país, 42% do PIB é gasto para pagar dívida pública do estado, ou seja, 42% de tudo que nós produzimos vai para pagar banco, juros acumulados durante anos e anos, juros abusivos. Se fizer uma auditoria vai ver que em muita coisa errada, muita gente ganhando em cima disso”, comenta o sindicalista.

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Contra a lei da mordaça

O número de alunos e professores reunidos da praça de Xanxerê, também chamou atenção, suas principais reivindicações são contra a Lei da Mordaça e a reforma do ensino médio.

“Muitos alunos estão aqui e são contra a Lei da Mordaça que proíbe os professores de discutir política na sala de aula, não a política partidária, a política, por que o que estamos fazendo aqui é política, se faz no dia a dia política, o teu trabalho é política”, diz Diones.

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Reforma da previdência social

Outro ponto que tem gerado muito debate é a reforma da previdência social, deixando as mulheres e homens na faixa etária igual, na hora de se aposentar, 65 anos.

“Por que a mulher tem que se aposentar cinco anos antes que o homem? Não é porque quando foi feita a constituição de 88 os deputados foram bonzinhos, é por que a mulher normalmente tem dupla jornada de trabalho, quando a mulher chega a uma certa idade ela não precisa mas trabalhar fora, ela já trabalha dentro de casa. E, esse negócio de que a previdência está quebrada, não é bem verdade, bastaria uma gestão correta do dinheiro que há na previdência. Durante os anos 70 se usou dinheiro da previdência para fazer a transamazônica por exemplo, e esse dinheiro não foi reposto, por isso a gente é contrário”, finaliza Diones.

Participam do ato, além de representantes de Xanxerê, sindicalistas de diversos municípios da região como Faxinal dos Guedes e São Domingos.

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Por: Patricia Silva

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