Médica explica sobre circulação do vírus da influenza na região

6 de junho de 2019 16:04 | Visualizações: 986
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Médica explica sobre circulação do vírus da influenza na região Dra. Carine Kolling é Infectologista e Clínica Geral (Foto: Alessandra Bagattini/Lance Notícias)

A influenza, normalmente conhecida como gripe, é uma doença grave que causa danos à saúde das pessoas há muitos séculos. Existem três tipos de vírus influenza: A, B e C. Os vírus A e B apresentam maior importância clínica. Estima-se que, em média, o tipo A causa 75% das infecções, mas em algumas temporadas, ocorre predomínio do tipo B. Os tipos A e B sofrem frequentes mutações e são responsáveis pelas epidemias sazonais e, também, por doenças respiratórias com duração de quatro a seis semanas. Em geral, essas são associadas ao aumento das taxas de hospitalização e de mortes por pneumonia, especialmente em pacientes que apresentam doenças crônicas e fatores de risco. O vírus C raramente causa doença grave.

Em Xanxerê surgiu uma dúvida pois foi divulgado, erroneamente, que haviam 40 casos de H1N1 no município, o que foi esclarecido mais tarde pela própria secretaria de Saúde do município. Em entrevista com a médica Carine Kolling, ela esclarece que é comum ter casos de influenza, mas casos não considerados graves, desta forma, eles nem são contabilizados.

– O vírus passou a ser sazonal, ou seja, há casos todos os anos. Além do H1N1, circula também o H2N3 que são dois tipos de gripe A, mas a maioria dos casos são leves, que tem a indicação de tomar o tamiflu, mas não precisam fazer o teste. Seguindo o protocolo do Ministério da Saúde a gente só testa, na nossa região, os casos de síndrome respiratória grave, quando tem indicação de internação, a pessoa terá dificuldade maior de respiração, mal-estar geral e baixa na saturação do oxigênio. Nestes casos a gente faz a coleta e envia para o Lacen.  Mas, existe o vírus na nossa região, é comum, no entanto, nem todos são notificados – explica.

 

 

 


Por: Patricia Silva

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