Menina de seis anos com Síndrome de Down lança seu primeiro livro

18 de outubro de 2019 14:36 | Visualizações: 2467
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Menina de seis anos com Síndrome de Down lança seu primeiro livro Fotos: Arquivos Pessoais

Com apenas seis anos de idade, a pequena Julia Vitória Gallo lançou o seu primeiro livro infantil, em Ponte Serrada. Portadora da Síndrome de Down, a menina é ponteserradense e vive com os pais e a irmã do meio, Émely Gallo.

O livro de Julia foi lançado na última semana, durante uma sessão de autógrafos na Escola Dom Vital. Com o título “Minha Família”, ele é ilustrado com desenhos bem coloridos e animados, que resumem um pouco da vida pessoal da criança junto com a família.

– Não teria como ser outro assunto, desde quando estava na barriga da mãe ela era o motivo de recuperação pro meu pai, que fez transplante de fígado, e depois do acidente ela foi e continua sendo minha maior motivação – explica Émely sobre a escolha do tema.

Julia está entre os cerca de 120 alunos que também lançaram um livro por meio do projeto Estante Mágica, desenvolvido pela escola já pelo terceiro ano. A atividade envolve estudantes de turmas do primeiro e quarto anos.

Confeccionado com o auxílio da professora Maria Paula Demarchi, o livro possui 13 páginas que foram preenchidas com pensamentos de amor e carinho da menina.

– Ela escreveu sobre a família, porque sabe o quanto é amada por todos nós, e nós somos muito agradecidos pela vida dela. Eu não falo só pela nossa família, mas sim de todos que convivem por um tempinho com ela já mudam o semblante, e quando você percebe tá sorrindo do nada olhando ela fazer ou falar alguma coisa – contou Émely em entrevista ao Oeste Mais.

Sobre Julia

Na manhã do dia 8 de novembro de 2012, em Xanxerê, nascia Julia Vitória Gallo, trazendo com ela muito amor e superação. Julia não era esperada pela família como uma menina, mas sim, um menino, que se chamaria Lucas Gabriel. A descoberta do sexo aconteceu, segundo a família, no dia do nascimento, onde a síndrome foi constatada.

A mãe, Nelci Gallo, foi a primeira a receber a notícia logo depois do parto. Ela passou por complicações e teve hemorragia.

O pai de Julia, Ilir Gallo, que estava em Florianópolis no dia, só pôde conhecê-la dois meses após o nascimento. Ilir precisou ficar isolado por um tempo devido ao seu transplante de fígado, que o deixava em risco de contrair uma bactéria.

Quando os demais familiares souberam da doença de Julia, todos ficaram muito abatidos e preocupados devido à falta de informação. “Não sabíamos como ela ia ser, como ia se desenvolver, mas quando vimos ela foi amor à primeira vista, e a partir de então começamos a buscar auxílio na Apae, ela começou frequentar com 15 dias”, relembra a irmã.

A irmã do meio relembra que no começo exigia um pouco mais de cuidado com a pequena, devido aos problemas que ela sofria, como sopro no coração.

– Graças a Deus não precisou de cirurgia, e com o tempo foi normalizando e hoje em dia ela é uma criança normal, nós tentamos incluir ela em tudo – diz.

A família de Julia sempre está feliz com a menina e dá o maior apoio a ela em todos os momentos, tanto nos ruins, quanto nos bons. Comemoram com ela até mesmo as coisas pequenas que ela consegue fazer, a incentivando sempre a fazer o que ela quiser.

–  Assim ela não se sente insegura, e tenta mesmo não conseguindo e ela persiste até conseguir. Lutamos com ela todos os dias para que as maldades do mundo não influenciem em suas escolhas, e que nada seja capaz de tirar o sorriso lindo que ela tem no rosto. Ela demonstra carinho e empatia por todos, a Julia não escolhe quem amar, ela só distribui amor, com a maior ingenuidade – finaliza.

Fonte: Oeste Mais

 

 


Por: Alessandra Bagattini

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