Mês Mundial da Doença de Alzheimer, Xanxerê terá ações voltadas à doença

3 de setembro de 2019 07:56 | Visualizações: 530
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Mês Mundial da Doença de Alzheimer, Xanxerê terá ações voltadas à doença

Setembro marca o Mês Mundial da Doença de Alzheimer (MMDA), uma campanha internacional, coordenada pela Alzheimer’s Disease International (ADI), que visa aumentar a conscientização sobre a demência e diminuir o estigma ainda associado a essa condição. O mês de setembro é um tempo para ação, um movimento mundial conjunto para propor mudanças e também para refletir sobre o impacto da demência em toda a sociedade, visto ser uma doença que irá afetar mais e mais pessoas à medida que os anos passam.

 

Ações em Xanxerê

O Grupo de Cuidadores de Pacientes com Doença de Alzheimer, de Xanxerê, ligado a Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz), realiza, nesta terça-feira (27), um evento gratuito aberto à toda a comunidade. A palestra será ministrada pelo cardiologista Giuliano Faccini e o tema ser “patologias cardíacas relacionadas ao processo de envelhecimento”. O encontro será nas dependências do Sesc, a partir das 19h.

 

Este ano, o tema será “Vamos Conversar Sobre Demência”

Estima-se que a cada três segundos alguém desenvolve demência no mundo, o que implica em mais de 9,9 milhões de novos casos a cada ano. Estima-se cerca de 50 milhões de pessoas vivendo com demência no mundo, e esse índice deverá aumentar para 152 milhões em 2050 se estratégias efetivas de redução de risco não forem implementadas. Estigma é uma questão global e pode ser o principal obstáculo para se lidar com os problemas relacionados à doença de Alzheimer e outras demências, incluindo os baixos índices de diagnóstico além da disponibilidade e utilização de serviços. Conversar sobre a demência ajuda a enfrentar o estigma, corrigindo as expressões negativas normalmente associadas a ela, e encorajando as pessoas a procurarem por mais informações, orientações e a encontrarem ajuda. • Pessoas vivendo com demência e seus cuidadores têm direito ao respeito, dignidade e inclusão, assim como ao diagnóstico, cuidado de qualidade e tratamento. Cada pessoa com demência é única, mantendo suas características e atributos, apesar de compartilhar sintomas comuns ao diagnóstico.

É preciso que a pessoa com demência seja vista além do seu diagnóstico, permitindo que venha a participar nas decisões sobre os cuidados de saúde, direitos legais e manutenção da sua autonomia e independência. É importante reconhecer que existem diferentes fases no curso da doença, assim a pessoa com demência em fase inicial será capaz de realizar várias atividades com e sem ajuda, por anos; a pessoa com demência na fase moderada irá requerer maior orientação e apoio; enquanto a pessoa na fase grave precisará de cuidado total e amor.  Os cuidadores também sofrem com o estigma devido à falta de conhecimento em geral sobre a experiência de cuidar de alguém com demência. Muito é exigido do cuidador por parte das famílias, comunidade e sociedade como um todo embora não haja praticamente qualquer suporte disponível.  O governo em todas as suas instâncias pode diminuir o impacto no âmbito humano e financeiro relacionado à demência ao desenvolver, até o ano de 2025, estratégias em acordo com o Plano de Ação Global na Saúde Pública em Resposta à Demência da Organização Mundial de Saúde (OMS). Promover uma sociedade em que a pessoa com demência e seus cuidadores sejam incluídos, apoiados e tenham a oportunidade de viver a melhor qualidade de vida possível é responsabilidades de todos.

A ABRAz e as associações de Alzheimer em todo o mundo, estão direcionando suas campanhas na conscientização da sociedade por um mundo sem estigma em relação à pessoa com demência e seus cuidadores. Com esse objetivo, o mês de setembro tem sido dedicado a atividades incluindo a divulgação de informações, Caminhadas da Memória, ações sociais, eventos de arrecadação de fundos e aparições na mídia.

Demência é um nome coletivo para as síndromes cerebrais que afetam a memória, pensamento, comportamento e emoção. A doença de Alzheimer e a demência vascular são os tipos mais comuns de demência, responsáveis pela maioria por mais de 90% dos casos. Os sintomas podem incluir: perda de memória, dificuldade em encontrar palavras ou compreender o que as pessoas dizem, dificuldade em desempenhar tarefas rotineiras prévias e mudanças na personalidade e humor.

A demência desconhece limites sociais, econômicos e geográficos. Embora cada pessoa tenha uma experiência única, todos aqueles afetados estarão impossibilitados de cuidar de si e precisarão de ajuda em todos os aspectos da vida diária. No momento, não há cura para muitos dos tipos de demência, mas é importante saber que tratamentos, orientações e suporte estão disponíveis.

As ações preparadas pela ABRAz para o Dia Mundial da Doença de Alzheimer em todas as suas 23 Regionais têm o objetivo de levar ao público esclarecimento sobre a doença, a importância do diagnóstico precoce, promover a redução do estigma e propagar a associação como fonte de informação e de apoio aos familiares, cuidadores e profissionais de saúde que atendem pessoas com Alzheimer e outras demências.

A ABRAz, entidade sem fins lucrativos, atua no Brasil há 28 anos e é formada por profissionais da área de saúde, familiares de pessoas com a doença de Alzheimer e doenças similares. Tem como missão dar suporte, transmitir informações sobre o diagnóstico, tratamento e orientar as pessoas que convivem e cuidam de doentes com Alzheimer em parte de todo território brasileiro.

 

Com informações do ABRAz

 


Por: Patricia Silva

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