Morre em SC aos 113 anos mulher listada como mais velha do Brasil

24 de dezembro de 2016 11:07
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Morre em SC aos 113 anos mulher listada como mais velha do Brasil Alida Grubba morava na casa onde nasceu em Jaraguá do Sul (Foto: Reprodução/RBSTV)

 

Alida Victória Grubba Rudge, considerada a mulher mais velha do Brasil e da América do Sul, morreu nesta sexta-feira (23), em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina, aos 113 anos e 166 dias. O velório acontece a partir das 17h, no Cemitério Municipal da cidade. O enterro está previsto para as 17h deste sábado (24).

De acordo com a última atualização do ranking dos “supercentenários” da organização americana Gerontology Research Group, a catarinense ocupava a 14ª posição como pessoa mais idosa do mundo – quando completou 113 anos, em julho, ela estava na 16ª posição.

O último aniversário Alida comemorou em um restaurante com uma festa para mais de 100 convidados. A idosa gostava de ler jornal, ver TV, passear de carro, pescar e jogar baralho. Ela teve apenas um filho, de 89 anos.

Últimos momentos
A cuidadora Darci Holz, que acompanhava Alida há 19 anos, contou ao G1 como foram os últimos momentos da idosa.

“Eu estava indo buscar o filho dela no aeroporto para eles passarem o Natal. Ela estava no quarto com a outra cuidadora. Ela me ligou dizendo que a Alida estava passando mal. Eu cheguei lá e ela estava querendo virar de lado, na cama, mudar de posição. Ela estava cansada, e viramos ela. Não chegamos a virar ela inteira, ela segurou na minha mão e aí caiu a mão dela, peguei o pulso e foi assim”, lembra a cuidadora.

Nos últimos tempos, Alida não saía muito da cama, mas se alimentava normalmente. “Muitas alegrias, muitas viagens, fomos para São Paulo muitas vezes, ela adorava viajar. É um orgulho para mim ter essa amizade. Jogamos muito baralho juntas, muitos cafés e passeios. Ela estava lúcida”.

Duas guerras mundiais
Em mais de um século de vida, Alida assistiu à Guerra do Contestado e às duas guerras mundiais. Natural de Jaraguá do Sul, ela morou nas cidades de São Paulo, Santos e Rio de Janeiro.

Nos últimos 60 anos, residiu na mesma casa onde nasceu no Norte do estado. A maior parte da vida foi dona de casa, mas durante uma época auxiliou um irmão em um comércio de secos e molhados.

Filha de empresários do ramo de alimentos, ela era viúva de um funcionário da Receita Federal. Dona Alida morava com três cuidadoras e dizia: “O segredo para uma vida longa é ir regularmente ao médico, ter uma alimentação saudável, sem frituras e doces, e beber um cálice de vinho seco antes das refeições”.

 

Fonte: G1


Por: Alessandra Bagattini

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