MP acompanha política de abordagem de moradores de rua implantada no município

4 de junho de 2019 15:54 | Visualizações: 87
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MP acompanha política de abordagem de moradores de rua implantada no município (Foto: Alessandra Bagattini/Lance Notícias)

Diante da situação dos moradores de rua em Xanxerê, o Ministério Público recomendou ao município que fizesse uma política de abordagem dessas pessoas, o que foi implantando.

Agora, de acordo com o promotor de Justiça Marcos Augusto Brandalise, os trabalhos estão sendo executados, mesmo que de forma lenta, mas tudo o que foi solicitado foi acatado pelo município.

– Todos os problemas foram resolvidos no caso dos moradores de rua. Foi feito todo o mapeamento, foi criado serviço no Caps de atenção, está sendo realizada a busca ativa e serviço de média complexidade no Creas. Além disso, os servidores já estão fazendo a abordagem de um por um e estão sendo atendidos no Hospital Regional São Paulo em casos de urgência e emergência. Todo o serviço de disposição já tem, que não tinha – comenta.

Segundo o promotor, a busca ativa é feita conforme o calendário de atividades da Assistência Social, mas os servidores apresentam esse serviço a eles e explanam sobre o fato deles poderem utilizar tudo o que é oferecido.

– O que precisa ficar claro é que ninguém tem como obrigar eles a sair de onde estão. Todo mundo é livre. O que temos que fazer é colocar à disposição deles os serviços públicos para que eles possam ter uma qualidade de vida melhor. Isso a gente tem, minimamente, mas tem. Tratamento, internamento, acompanhamento assistencial com psicólogo, tratamento de saúde, tudo isso já temos, mas não podemos obrigar que eles participem – destaca.

No município, há os casos dos moradores de rua e também das pessoas que vivem em situação de rua. Para os moradores, a Casa Solidária faz a acolhida dos homens e oferece todo o tratamento durante a estadia deles no local. Já para quem vive em situação de rua, a Assistência Social faz o trabalho de fortalecimento de vínculos com a família, para que a pessoa volte para casa.

– Os moradores de rua tem a Casa Solidária, que é coordenada por uma comunidade terapêutica e está funcionando. Já os que querem voltar para a família, o serviço assistencial está fazendo esse fortalecimento do vínculo familiar, mas, a relação com as famílias está bastante fragilizada. Muitos tem problemas com as famílias e é preciso fortalecer de novo esse vínculo e é preciso fazer um trabalho com a família e com a pessoa que está na rua também – conclui.


Por: Alessandra Oliveira

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