Mulher é afastada das atividades após suspeita de coqueluche, em Xanxerê

4 de outubro de 2018 15:05 | Variedades , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Mulher é afastada das atividades após suspeita de coqueluche, em Xanxerê Imagem meramente ilustrativa (Foto: internet)

A reportagem do Lance Notícias foi procurada por uma xanxerense, identificada como S.W. (ela prefere não divulgar o seu nome), informando que esteve três dias em quarentena, isolada, por ter suspeita de contaminação de coqueluche.

“Pouco se fala sobre o assunto, mas é de suma importância que as pessoas fiquem atentas. Eu passei a apresentar os sintomas, fui ao hospital em um dia e no seguinte fui no Pronto-Atendimento, lá o médico disse que eu tinha todos os sintomas da coqueluche. Eu iniciei o tratamento e fiquei três dias em casa, isolada, assim como o meu filho e meu marido, para evitar o contagio às outras pessoas. Eu também fiz o exame na Vigilância Epidemiológica, mas o resultado oficial ainda não veio”, comenta.

Em contato com a responsável pelo setor da Vigilância Epidemiológica, Francis Mara Pegoraro, ela comenta que em todas as épocas do ano é comum ter casos suspeitos, mas que, neste ano, nenhum caso se confirmou.

“Tivemos alguns casos suspeitos nos últimos dias, e veio o resultado de quase todos, que deram negativo, falta apenas de uma pessoa que sairá na próxima semana. Nós já identificamos bastante casos suspeitos, mas todos foram descartados. Todos que tem sintomas precisam passar por avaliação médica que vai indicar se a pessoa tem ou não suspeita e os sintomas precisam se encaixar com o protocolo da Dive, tem que ser uma pessoa com tosse há mais de 14 dias, vômito, engasgo, febre, enfim, é uma sequência de coisas que seja sugestiva a coqueluche”, explica.

Sobre a doença

A coqueluche é uma doença infecciosa aguda, transmissível, e de distribuição universal. O agente etiológico causador da coqueluche é o bacilo Bordetella pertussis. Ela compromete especificamente o aparelho respiratório – traqueia e brônquios – e tem como característica a tosse seca. A doença ocorre sob as formas endêmica e epidêmica. Em lactentes, ela pode apresentar complicações e levar à morte. O homem é o único reservatório natural do bacilo causador da coqueluche. Ainda não foi constatada a existência de portadores crônicos. Entretanto, podem ocorrer casos sem sintomas da doença e com pouca importância na disseminação da mesma.

A transmissão ocorre, principalmente, pelo contato direto do doente com uma pessoa suscetível, por meio de gotículas de secreção da orofaringe eliminadas por tosse, espirro ou ao falar. Em alguns casos, a transmissão pode ocorrer por objetos recentemente contaminados com secreções de pessoas doentes. Isso é pouco frequente, porque é difícil o agente sobreviver fora do corpo humano. O período de incubação é de, em média, 5 a 10 dias podendo variar de 4 a 21 dias e, raramente, até 42 dias. A maior transmissibilidade da doença ocorre na fase catarral.

O tratamento é feito com antibióticos, que deve ser prescrito por um médico. É importante procurar uma unidade de saúde para receber o diagnóstico e tratamento adequados.

A vacinação é o principal meio de prevenção da coqueluche. Crianças de até 6 anos, 11 meses e 29 dias devem ser vacinadas contra a coqueluche. O SUS também oferta vacina específica para gestantes e profissionais de saúde que atuam em maternidades e em unidades de internação neonatal (UTI/UCI convencional e UCI Canguru) atendendo recém-nascidos e crianças menores de um ano de idade.

 

 


Por: Patricia Silva

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