Mulher que venceu câncer de mama relata importância do diagnóstico precoce: “sou vitoriosa”

10 de outubro de 2018 15:08 | Comunidade , Variedades , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Mulher que venceu câncer de mama relata importância do diagnóstico precoce: “sou vitoriosa” Foto: Alessandra Bagattini/Lance Notícias

Pensamento positivo. Esse foi o principal obstáculo enfrentado pela xanxerense Rosa Berlato Schussler, que passou pelo tratamento de câncer de mama. Hoje, aos 63 anos, ela leva uma vida normal e, inclusive, se dedica ao artesanato.

Rosa comenta que descobriu a doença no início e isso possibilitou no seu tratamento. “Eu descobri o câncer há 12 anos. Descobri ele recente e fiz a cirurgia para retirar a mama, por isso não precisei fazer quimioterapia e nem radioterapia, justamente por que ele estava bem no começo. Na minha cabeça, foi tudo muito rápido e eu aceitei de primeira tudo o que a doutora me falava”.

A vitoriosa descobriu que tinha a doença após o falecimento de seu primeiro esposo. “Meu primeiro marido faleceu e como eu me dedicava a cuidar dele, depois do acontecido, prometi que iria me cuidar mais. Foi aí que descobri que tinha a doença. Quando a médica disse que eu iria precisar retirar a mana, eu subi a Avenida Brasil chorando e só pensava nos meus filhos, no que eles iam sentir sabendo que eu tinha câncer”.

E foi nos filhos e no atual esposo que a xanxerense encontrou forças para vencer a doença. “No começo eu pensava que ia ficar careca, que eu tinha que fazer quimioterapia. Mas, na verdade, a gente precisa tirar o que está ruim e ficar com o que está bom, e foi assim que eu pensava sempre. Eu só buscava forças nos meus filhos e meu marido, eles são a minha razão de viver”.

Rosa se diz vitoriosa justamente por ter vencido o câncer e por ter superado todos os desafios da doença.

“Depois que tirei a mana, passei cinco anos tomando um comprimido. Hoje em dia eu faço os exames uma vez por ano para ver se estar tudo bem e, como está, eu continuo com minha correria do dia a dia. É uma história feliz porque eu fiquei curada. Tiveram mulheres que descobriram no mesmo período que eu, e não estão mais aqui. Eu sou uma vitoriosa e sou feliz”.

Além de cuidar da casa e se dedicar ao artesanato, a vitoriosa participa dos encontros disponibilizados na Rede Feminina de Combate ao Câncer (RFCC), de Xanxerê.

“Eu participo de várias atividades. É importante mostrar que a vida continua depois de um câncer e também que é importante se cuidar. Agora me cuido, todo o ano faço os exames e não tomo nenhum remédio. Tenho uma vida normal”, conclui.

 

 

 


Por: Alessandra Bagattini

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