No Dia Mundial da Fotografia, fotógrafos comentam suas experiências

19 de agosto de 2016 14:25
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Eternizar momentos. Mostrar através de uma imagem um sentimento. Estes são os principais objetivos de um fotógrafo. O Dia Mundial da Fotografia comemora-se anualmente no dia 19 de Agosto. A celebração da data tem origem na invenção do daguerreótipo, um processo fotográfico desenvolvido por Louis Daguerre em 1837. Neste dia tão especial, algumas fotógrafas conversaram com o Lance Notícias, sobre seu o seu amor pelos clicks.

 “A minha paixão por fotografia nasceu junto comigo. Sabe, desde pequena sempre gostei, quando resolvi fazer faculdade a primeira coisa que procurei, foi um curso que oferece na grade a fotografia e acabei caindo no jornalismo. No começo, quando começamos a aprender sobre as técnicas e como usar uma câmera, para mim era tão difícil, achei que talvez não seria a minha profissão, mas com o tempo peguei o jeito, fui pesquisando, estudando mais e procurando saber cada vez mais, e hoje consigo ver que valeu muito a pena, por que não trocaria por nada. Eu vejo que a fotografia ajuda as pessoas, ajuda elas a guardar momentos que nunca mais vão voltar e que a partir delas, a gente conta uma história, acho que por eternizar tanto os momentos, se tornou uma profissão única e deve ser bem valorizada”, comenta a fotógrafa Kiane Berté.

Kiane Berté (Foto: Arquivo Pessoal)

Kiane Berté (Foto: Arquivo Pessoal)

 

 

“Entrei no jornalismo pela fotografia. Aprendi muito com a Angélica Lüersen nas aulas da faculdade. Mas sempre fotografei, com qualquer câmera que tinha, de parentes, analógica, era voluntária para todo evento da faculdade, só para aprender e poder fotografar. Meu pai sempre foi metido com fotos, quando ainda tinha que pensar o que fotografar para revelar, nas 12 e 24 poses, não que nem hoje, com as digitais. E mesmo com toda tecnologia, após mais de 150 anos da sua criação, a fotografia se reinventa, com equipamentos incríveis, desde um smartphone até a lente mais cara. A fotografia sempre vai existir. Poderia falar tanto, grandes fotógrafos, mas brevemente digo: quem nunca parou com aquela caixa de fotos antigas e se deixou levar no tempo, num aniversário, um natal com o avô que já partiu, o cachorrinho que você amava, a formatura. Eu acredito que a fotografia tem esse poder, de guardar para sempre pedacinhos da nossa história, seja na fotojornalismo, que tenho como profissão, ou nos ensaios, eventos, as pessoas querem ter essa lembrança. Na hora você acha bonito, mas quanto mais o tempo passa, melhor e mais carregada de sentimentos ela fica. Ao ver o sorriso de uma gestante, esperando o bebê, ou o casal que se ama tanto, a mãe com orgulho do filho. Recortes pelo meu olhar, isso não tem preço. Faço por amor, é mais que uma profissão, acredito que todos os fotógrafos pensam isso, me divirto e arranco sorrisos de quem às vezes deixou de se amar, e se adora vendo as fotos, aumenta auto estima, e leva esse momento para sempre. Tenho gratidão e gostaria de parabenizar todos os fotógrafos, a gente faz de coração”, diz a fotógrafa Hanna Dohl.

Hanna Dohl (Foto: Arquivo Pessoal)

Hanna Dohl (Foto: Arquivo Pessoal)

 

 

“Olha! Na verdade, eu caí de paraquedas no jornalismo e sempre me senti muito perdida porque não sabia em que eu me encaixava. Então vieram as aulas de foto jornalismo.  Foi ali meu primeiro contato e amor à primeira vista. Mas nunca pensei em trabalhar com isso. Até que um dia levei a câmera da faculdade para casa para fazer um trabalho de aula e de brincadeira tirei umas fotos de uma amiga minha. Naquele momento eu percebi que era aquilo que eu queria para mim. Decidi trabalhar com fotografia por amor mesmo, a reação da pessoa em se olhar nas fotos e se achar linda, os elogios, isso cativa e faz o amor pela fotografia aumentar a cada trabalho finalizado”, destaca a fotógrafa Juliana Mognol.

Juliana Mognol (Foto: Arquivo Pessoal)

Juliana Mognol (Foto: Arquivo Pessoal)

 


Por: Patricia Silva

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