No Dia Mundial do Vegetarianismo, jovem xanxerense conta benefícios desse estilo de vida

1 de outubro de 2018 10:56 | Comunidade , Variedades , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
No Dia Mundial do Vegetarianismo, jovem xanxerense conta benefícios desse estilo de vida Aline e sua mãe (Foto: Hanna Döhl)

Desde 1977, a data de 1º de outubro é lembrada como o Dia Mundial do Vegetarianismo. Ela foi estabelecida pela Sociedade Vegetariana Norte Americana e busca promover o respeito por todos os que escolhem colocar a carne fora dos seus cardápios.

O dia divulga os benefícios da comida vegetariana para as pessoas, para os animais e para o meio ambiente, e inicia o mês do vegetarianismo, que termina com a chegada do dia 1 de novembro, que é até o Dia Mundial do Veganismo.

Seguindo esse estilo de vida há cerca de oito anos, a xanxerense Aline Elicker conta que tinha tendência a ser vegetariana desde criança, pois nunca gostou muito de carne, preferindo frutas legumes e verduras.

“Desde criança eu já não comia muita carne, comia frango, no máximo, e comia porque minha insistia. Mas, quando atingi uma idade, decidi parar de vez e já faz oito anos que sou vegetariana e agora, há cerca de um ano, passo pelo processo para virar vegana”, conta.

Dentre as coisas que a influenciaram, Aline conta que sempre gostou de todos os animais, sem distinção e se perguntava do porquê comer a carne se ela adorava os animais.

“Na verdade uma série de coisas influenciou para que eu virasse vegetariana, Eu sempre gostei muito de animais, sem exceção e sempre ficava pensando o porquê comer se eu gostava tanto? E um dia eu vi matarem um porco. Aquilo me chocou, porque ninguém ensina pra criança que o animal sofreu pra chegar até o prato e desde então parei de comer carne”.

Quanto a transição, a jovem conta que para ela não foi difícil, justamente pelo fato de já não gostar tanto de carne. Mas, ela conta que ainda há pessoas que mesmo conhecendo seu estilo de vida, insistem para que a jovem consuma carne.

“Pra mim foi super tranquilo essa adaptação ao vegetarianismo, mas as pessoas que convivem comigo demoraram mais. Ainda tem pessoas que me conhecem e sabem do meu estilo de vida, mas que ainda insistem pra que eu coma ‘só um pedacinho’ de carne, parecem não aceitar a minha decisão. Minha mãe, que mora comigo demorou um pouco mas agora ela também é vegetariana”, comenta.

Além disso, uma mudança significante que Aline sentiu após se tornar vegetariana, foi a melhora na saúde. Segundo ela, o aumento na imunidade foi perceptível desde o início de sua adaptação. Inclusive, ela conta que faz exames com frequência e nunca teve falta de nutrientes no organismo pelo fato de não consumir carne.

“Eu até faço exames com frequência, mas nunca tive problema nenhum com falta da proteínas. Claro que pesquisei um pouco sobre alimentos que seriam bons pra minha saúde, mas pesquisei mais sobre receitas, na verdade. Mas eu e minha mãe percebemos muitos benefícios para a saúde, inclusive na pele, controle de peso, tudo melhora, pois agora consumimos uma diversidade maior de frutas, grãos e saladas”.

Dentre os desafios, Aline conta que ainda enfrenta dificuldades em encontrar alimentos, principalmente veganos. Muitos restaurantes e lanchonetes ainda não oferecem opções no cardápio que beneficie esse público.

“Antes da transição eu consumia ovos, leite e derivados, assim até não era tão difícil encontrar alimentos em restaurantes, lanchonetes, mas agora que estou na transição para o veganismo, ficou mais difícil. Em casa eu já faço tudo sem derivados, o problema é quando preciso comer fora e com a dança, viajamos bastante e isso fica meio complicado porque nem todo lugar é preparado com opções pelo menos vegetarianas no cardápio”, destaca.

Diante disso, muitas vezes a bailarina precisa levar seu alimento de casa. Segundo ela, em restaurantes é mais fácil encontrar opções, mas a maior dificuldade é quanto a lanches e comidas rápidas.

Neste dia, Aline aproveita para deixar um recado, incentivando pessoas que tem vontade a seguir nesse estilo de vida, que tentem, principalmente por conta dos benefícios.

“A vida dos animais não é menos importante que nossa, a gente consegue sim sobreviver sem carne e tentar é o primeiro passo. Eu escuto muita gente que diz ‘ai eu não consigo parar de comer carne’ mas nunca se quer tentou. Ler coisas sobre o assunto e assistir documentários é bem importante também, pois irá esclarecer várias dúvidas”, conclui.


Por: Alessandra Oliveira

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