Novembro Roxo: “Logo vamos para casa”, diz mãe de bebê prematuro

21 de novembro de 2017 16:06
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Novembro Roxo: “Logo vamos para casa”, diz mãe de bebê prematuro A pequena Helena nasceu com 31 semanas de gestação pesando 1,180kg . (Foto: HRSP)

O mês de novembro foi escolhido mundialmente para lembrar da prematuridade. O Novembro Roxo chama a atenção da população para os nascimentos de bebês antes do previsto. Em Xanxerê, no Hospital Regional São Paulo, há a UTI Neonatal que é referência na região e no Estado.

A pediatra do hospital, a médica Vanusa Mariano Hangel, destaca que a UTI do município tem dez leitos disponíveis. “No começo tínhamos cinco leitos e hoje temos uma UTI com dez leitos, muito bem equipada que é referência da região, mas como existe uma falta muito grande de leitos neonatais no país inteiro, nós atendemos o Estado também, quando há vagas”.

São considerados bebês prematuros e que precisam da UTI neonatal, aqueles com idade gestacional abaixo de 37 semanas, mas algumas crianças que manifestam problemas de saúde ao nascer, também utilizam da mesma.

A médica ressalta ainda, que a melhor forma de evitar os partos prematuros é a prevenção. “As causas da prematuridade são muito variadas e amplas, a maior parte das causas são evitáveis. Para se evitar a prematuridade, começa em um pré-natal exemplar, bem feito, porque muitas das causas são banais e podem ser evitadas com um bom pré-natal”.
Infecções urinarias, dentárias, vaginais e entre outras, são causas do parto prematuro, além dos casos mais complicados, como hipertensão da mãe ou deslocamento de placenta. Segundo Vanusa, no básico os grandes números de partos prematuros poderiam ser evitados com um pré-natal de qualidade.

O parto prematuro afeta a rotina de toda a família da criança, Bruna Cecin Grzabieluchas Ghissi, veio do município de São Miguel do Oeste, para que a pequena Helena recebesse os cuidados necessários. “Como eu não tive nenhuma alteração na gestação, foi uma surpresa. Como eu já trabalho com isso, sou fonoaudióloga e trabalho com bebes na maternidade, com amamentação, para mim foi um pouco mais fácil de ver ela, diferente do meu marido que não é acostumado. A equipe aqui é maravilhosa”.

Há 31 dias na UTI Neonatal, Bruna comenta que Helena nasceu de 31 semanas pesando 1,180kg e agora já está com 1,785kg. “Eu estava fazendo o pré-natal, estava tudo normal e eu fui para consulta de rotina e deu uma alteração no exame, no qual o fluxo do sangue não estava passando de forma correta para o bebê, então vim para cá para fazer o acompanhamento, um dia depois meu bebê quis nascer. Eu me mudei para cá, passo todo o dia no hospital, só volto para dormir em casa”.

Bruna realizando o método canguru.

 

A pequena Helena deve receber alta em breve, quando atingir os 2kg. “Se tudo der certo, logo vamos para casa”.

O acompanhamento psicológico é fundamental nesse período em que a mãe e a família passam, como explica a psicóloga do hospital Thais Delazari. “Nós acompanhamos a família desde que ela chega na maternidade. Não é o que a mãe planeja mas pode acontecer. É muito importante esse acompanhamento, além de ter um parto prematuro existem sempre riscos, é uma rotina totalmente diferente do que elas tinham planejado”.

Faz parte deste acompanhamento a existência de uma ponte entre a equipe médica e a família, para que ambos possam se entender melhor. Thais comenta que muita pessoa tem pré-conceitos em relação a UTI. “As pessoas não fazem ideia do que é a UTI Neonatal, as pessoas tem um pré-conceito que a UTI é quando o bebe está morrendo, mas não é, a pessoa precisa de um atendimento especial naquele momento”, conclui a psicóloga.

Em virtude das comemorações do Novembro Azul, O HRSP promove uma palestra nesta sexta-feira (24) a respeito da prematuridade, às 10h no auditório do Hospital, onde mães e famílias poderão trocar experiências.Uma exposição fotográfica também está sendo realizada na ala Neonatal do Hospital.

Fotos: Rafaela Forchesatto/ Lance Notícias

 


Por: Alessandra Bagattini

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