Número de casos de trabalho infantil é alto em Xanxerê, diz Conselho Tutelar

24 de junho de 2016 10:29
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Número de casos de trabalho infantil é alto em Xanxerê, diz Conselho Tutelar Imagem meramente ilustrativa. (Foto: Divulgação)

No Brasil, todo trabalho que é realizado por crianças e adolescentes entre zero e 13 anos, é considerado trabalho infantil. A partir dos 14 anos idade já se pode trabalhar como aprendiz, já dos 16 aos 18, as atividades são permitidas, desde que não sejam insalubres ou perigosas.

Em Xanxerê, ao andar pelo centro ou pelos bairros da cidade, percebe-se que existem crianças que ajudam no trabalho de seus pais, o caso que mais vem à tona, são as crianças que ajudam os pais na coleta de lixo, muitas vezes de forma irregular e em “carroças” sendo conduzido por animais. Sabe-se que além de proibido é uma atividade perigosa para ser desenvolvidas pelos mesmos.

Mas o caso possui dois lados, o primeiro é que muitas vezes eles “trabalham”’ para ajudar seus pais nas atividades domésticas e de certa forma trazer um lucro extra para suprir as necessidades que a família enfrenta. O segundo é que esses tipos de atividades são proibidos por lei, ou seja, as crianças menores de 14 anos não podem desenvolver atividades que geram perigo para as mesmas.

Segundo Marlete Alves, presidente do conselho tutelar do município, esse tipo de atividade é considerado trabalho infantil e é proibido por lei, “ É considerado trabalho infantil, nós estamos trabalhando em um plano de ação para combater esse tipo de trabalho, que envolve também a assistência social, nós do conselho tutelar partimos da denúncia, a partir dela nos encaminhamos para a justiça do trabalho que tem essa demanda, quando há denúncia e essa criança é encaminhada aos programas de assistência social. Em Xanxerê ocorre muitos casos principalmente com adolescentes, não tenho um número especifico, porém é alto. ”

A mesma comenta que precisa da colaboração da população xanxerense para o trabalho infantil não ocorra, as denúncias podem ser feitas diretamente no conselho tutelar ou pelo telefone 3433-2583.


Por: Alessandra Bagattini

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