Números de violência doméstica aumentam em até 80%, em Xanxerê

28 de janeiro de 2019 08:39
Comunidade , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Números de violência doméstica aumentam em até 80%, em Xanxerê Foto: Divulgação

O índice de violência doméstica registrado pela Polícia Militar de Xanxerê teve um aumento de até 80% em comparação ao último ano. Segundo dados divulgados pelo órgão, em 2017, a PM atendeu 200 ocorrências, sendo que destas, 71 prisões foram em flagrante. Em 2018, foram 349 ocorrências sendo 145 prisões em flagrante.

De acordo com o subcomandante da 4ª Cia da Polícia Militar, 2º tenente Rafael Forchesatto, perante a Lei Maria da Penha, a violência doméstica é configurada como qualquer ação ou omissão baseada no gênero que cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial.

– A violência doméstica pode ocorrer no âmbito da unidade doméstica, compreendida como o espaço de convívio permanente de pessoas, com ou sem vínculo familiar, inclusive as esporadicamente agregadas assim como no âmbito da família, compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são ou se consideram aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por vontade expressa, bem como em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida, independentemente de coabitação. As relações pessoais elencadas independem de orientação sexual – explica.

Diminuição dos números

Buscando diminuir os números, a Polícia Militar busca a efetivação do Programa Rede Catarina. O mesmo deve entrar em funcionamento neste ano.

– O número de ocorrências tem crescido a cada ano, e a Polícia Militar de Xanxerê, para prestar um serviço de maior excelência para com essas vítimas irá implantar em 2019 o Programa Rede Catarina, que tem por objetivo direcionar esforços por parte da corporação no combate e prevenção à violência doméstica, particularmente contra as mulheres, e está estruturado a partir de três eixos: ações de proteção, policiamento direcionado ao problema e solução tecnológica – comenta.

O programa é, de fato, a necessária atenção às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, que vai dar voz e dignidade a elas, a partir do conceito de que é possível fazer mais e melhor, de forma simples e efetiva.

– A Patrulha Maria da Penha será composta por no mínimo dois policiais militares, sendo um deles, necessariamente, do sexo feminino e que passaram a acompanhar as vítimas desse tipo de delito. A equipe vai, inicialmente, orientar a vítima sobre qual atitude tomar diante da situação de violência que está enfrentando, como o encaminhamento da mulher para o atendimento psicológico. Será feito o acompanhamento da vítima após o crime, além da fiscalização do agressor, principalmente nas medidas protetivas de urgência. Também faz parte do trabalho orientar agressor sobre as suas obrigações. A Rede Catarina traz um olhar diferenciado para a vítima e para as suas necessidades, onde a guarnição vai entrar em contato diretamente com ela e perguntar se as medidas protetivas estão sendo cumpridas – conclui.

 

 

 

 


Por: Alessandra Bagattini

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