PM realiza visitas periódicas a acampamento do MST

21 de novembro de 2017 08:56 | Comunidade , Polícia , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
PM realiza visitas periódicas a acampamento do MST Assentamento Marcelino Chiarello (Foto: Alessandra Bagattini/Lance Notícias)

No último dia 22 de agosto, completou um ano de ocupação dos membros do MST, nas terras do Acampamento Marcelino Chiarello, entre as comunidades de Vargem Bonita de Xanxerê e Santa Laura, de Faxinal dos Guedes. A luta do grupo é de conseguir a posse das terras de onde hoje, está a ocupação.

Desde de ocupação do grupo, a Polícia Militar de Xanxerê realiza visitas no acampamento. De acordo com o Comandante da 4ª Companhia de Polícia Militar de Xanxerê Fronteira, Capitão Vilte dos Santos, o objetivo das visitas é evitar qualquer tipo de conflito.

“Nós visitamos o acampamento desde sua instalação. Enquanto PM, enquanto intuição de segurança pública, nos prezamos pelo bom relacionamento, tanto dos acampados que em tese reivindicam algo que se diz de direito e também, que não haja nenhum conflito com os proprietários do imóvel, ou seja as pessoas que estava da posse do imóvel, quando na época da invasão, então é isso que fazemos as visitas para verificar como está a situação”, disse.

Ainda de acordo com o Capitão, a PM aguarda uma eventual reintegração, mas isso depende de uma notificação da Justiça Federal. “Estamos aguardando dentro de uma medida judicial uma eventual reintegração. Essa medida depende de uma notificação da Justiça Federal, isso porque esse acampamento está tramitando na Justiça Federal, pelo INCRA estar como parte do processo e a qualquer momento, poderá haver uma reintegração”.

Diante a essa situação, o Capitão ressalta que a comunidade do local já vem recebendo auxílios. “Nós enquanto Polícia Militar, possibilitamos para eles se mobilizar e retirar os seus pertences antes que venham a ação judicial dizendo que eles terão que sair. Nós tentamos pacificar essa situação e programar uma logística para que eles possam retirar seus pertences, famílias que eles possam se encaminhar para um abrigo até se desenrolar essa situação”.

De acordo com Ivanor Santin, que faz parte da Coordenação Estadual e Nacional do MST, o grupo via continuar no local. “Não tem reintegração, pois está em uma área federal. O nosso pessoal está plantando, tem mais de mil animais, entre vacas, porcos, aves e mais as lavouras. A maioria do pessoal também levou a mudança deles lá. Nós não vamos arredar, porque ali estamos em uma resistência e vamos continuar. A nossa palavra de ordem é para que saia o assentamento para as famílias”, conclui.

 


Por: Alessandra Bagattini

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