Postos de Xanxerê estão há dois meses sem a vacina pentavalente disponível

11 de setembro de 2019 09:17 | Visualizações: 578
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Postos de Xanxerê estão há dois meses sem a vacina pentavalente disponível

O Lance Notícias foi procurado por uma mãe do município de Xanxerê que buscou uma unidade de saúde para imunizar o seu filho e se deparou com a informação de que a vacina pentavalente não está disponível. Esta permite que a criança fique imune contra as cinco doenças que a vacina protege: tétano, difteria, meningite, coqueluche (e outros tipos de infecções provocadas pelo Haemophilus influenzae tipo B) e a hepatite B.

A aplicação é feita em três doses: aos dois, quatro e seis meses de idade, com intervalo de 60 dias (caso necessário, o intervalo cai para 30 dias). Os dois reforços são feitos com a aplicação da vacina DTP (difteria, tétano e pertussis).

– Gostaria de saber o motivo da falta de vacina Penta nas salas de vacinação do município, segundo a profissional capacitada para tal função, o Estado diz estar em falta. Será que conseguimos uma resposta concreta, porque somos contribuintes e quando precisamos ter respostas, não temos. Não culpo a colaboradora da UBS, mas temos que seguir o calendário de vacinação de nossos pequenos – comenta a mãe.

Em contato com Waldereza Dal Molin, responsável pelo setor de imunização do município, o problema existe há cerca de dois meses e não há data certa para que o problema seja resolvido.

 

O que aconteceu?

O problema está na vacina, que é importada da Índia, e foi reprovada pela Anvisa. O Ministério da Saúde emitiu uma nota à respeito.

“O Ministério da Saúde informa que a vacina pentavalente adquirida por intermédio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) foi reprovada em testes de qualidade feitos pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) e análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Por este motivo, as compras com o antigo fornecedor, a indiana Biologicals E. Limited, foram interrompidas pela Organização Mundial da Saúde/OPAS, que pré-qualifica os laboratórios.

O Ministério da Saúde solicitou a reposição do fornecimento à Opas. No entanto, não há disponibilidade imediata da vacina pentavalente no mundo. A compra de 6,6 milhões de doses começaram a chegar de forma escalonada em agosto no Brasil. A previsão é que o abastecimento voltará à normalidade a partir de novembro. Quando os estoques forem normalizados, o Sistema Único de Saúde fará uma busca ativa pelas crianças que completaram dois, quatro ou seis meses de idade entre os meses de agosto e novembro para vaciná-las.

O país demanda normalmente 800 mil doses mensais dessa vacina. O abastecimento está parcialmente interrompido desde julho, situação comunicada aos Estados e municípios.

Por se tratar de um imonubiológico, diferentemente dos medicamentos sintéticos, a vacina não tem disponibilidade imediata. Portanto, embora haja recursos para aquisição, o recebimento efetivo pelo Brasil depende do processo de fabricação e testagem.  

O Ministério da Saúde reitera que não há dados que ensejem emergência epidemiológica no Brasil das doenças cobertas pela vacina pentavalente. Ainda assim, neste momento, os estoques nacionais são suficientes para realização de bloqueios vacinais, caso surtos inesperados apareçam. O sistema de vigilância à saúde monitora continuamente o tema a emitirá os alertas se estes forem necessários.”

 


Por: Patricia Silva

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