Preocupação dos professores neste ano letivo é quanto ao corte no orçamento da educação

9 de janeiro de 2019 10:55 | Comunidade , Educação , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Preocupação dos professores neste ano letivo é quanto ao corte no orçamento da educação Imagem Ilustrativa (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

Com a troca de governo em Santa Catarina e o anúncio do corte de gastos para o setor da educação, os professores do estado se preparam para voltar às salas de aula e, também, estudam as reivindicações da classe para este ano.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte), filial de Xanxerê, Jean Lemos, houve a prorrogação do edital de contratação de professores de fundação e também para segundo professor, que visa contratar esses profissionais para o ano letivo de 2019.

Dentre as preocupações para o ano, está o corte de R$ R$ 200 milhões do orçamento da educação, que pode comprometer nos investimentos e qualidade do ensino.

– Com o financiamento do Pacto por Santa Catarina esse novo governo terá de pagar a conta, que pode chegar até R$ 3 bilhões e, por isso, houve um corte de R$ 200 milhões da educação, o que compromete a questão do financiamento para a educação. Essa é a nossa maior preocupação no ano, que pode comprometer na qualidade de ensino também – comenta.

Quanto às reivindicações, uma das principais será buscar o pagamento do piso a todos os profissionais da educação, além do pagamento proporcional à carreira.

– Esperamos que o governo cumpra a lei do piso na carreira, é uma reivindicação. Ainda não tivemos nenhuma conversa ou audiência com o atual governador, mas esperamos que ele cumpra a lei do piso e pague proporcional à carreira, porque nesses três últimos anos tivemos uma defasagem porque foi pago o aumento do piso somente para o iniciante e para os demais a descompactação da tabela, que não é um reajuste, era uma coisa que já estava prevista em lei – destaca.

Entretanto, outra preocupação é que os professores das Apaes poderão escolher aulas apenas em quatro de fevereiro, e irão começar as aulas apenas em março. Isso causará uma defasagem de cerca de 15 dias, uma vez que as aulas iniciam em 15 de fevereiro.

– A escolha dessas aulas vai ser em quatro de fevereiro, provavelmente para o professor começar a trabalhar em março, e as aulas devem começar em 15 de fevereiro, então, vai ter uns dias de defasagem, que vai ter um número reduzido de professores nas Apaes, sem falar que os professores ficam sem receber nesse período de férias e irão receber apenas no final de março. E vai prejudicar os alunos também, com a qualidade de ensino e sobrecarregar os professores que estarão trabalhando. Professores de educação física, informática e artes são ACTS, então eles ficam esse tempo sem esse atendimento também ­– conclui.


Por: Alessandra Oliveira

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