Professora e alunos são afastados após suspeita de coqueluche em creche de Xanxerê

27 de setembro de 2018 10:55 | Comunidade , Educação , Saúde , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Professora e alunos são afastados após suspeita de coqueluche em creche de Xanxerê Imagem Ilustrativa (Foto: Divulgação)

Na última semana, uma suspeita de caso de coqueluche em uma criança que frequenta um Centro Municipal de Educação Infantil (cemei), localizado no Bairro La Salle, acendeu um alerta sobre a doença na região. Após 30 anos de erradicação no país, em 2011 a doença voltou a aparecer no Brasil e foram registrados cerca de 40 mil novos casos.

De acordo com a secretária de Educação do município, Claudia Fávero, o cemei foi informado por uma mãe que levou seu filho consultar com febre e tosse de que os sintomas poderiam ser de coqueluche.

Logo após, o setor de epidemiologia da Secretaria de Saúde foi até o local realizar os procedimentos necessários e encaminhamentos para a realização do exame. Todos os exames foram realizados por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), sem custo para as famílias.

“A Francis Mara Pegoraro e a Cristiane Ortiz foram para o cemei assim que solicitamos e realizaram todos os procedimentos necessários. Afastamos seis alunos e a professora, que fizeram os exames, um pequeno tratamento e, agora, já voltaram para a creche e está tudo sob controle”, informa Claudia.

Segundo a coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Xanxerê, Francis Mara Pegoraro, o exame para identificação da coqueluche realizado pelo SUS é um exame padrão e é realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), localizado em Florianópolis. Os exames das crianças e da professora devem ficar prontos na próxima semana.

“Nas crianças que tinham suspeita da doença, realizamos a coleta de material para o exame e iniciamos um tratamento com antibióticos, isolando essas crianças por até cinco dias, pois três dias após o tratamento com antibióticos já não há mais a possibilidade de transmissão da doença”, comenta, em entrevista ao jornal Folha Regional.

Conforme Claudia, a Secretaria ainda enfrenta uma grande resistência dos pais que levam seus filhos para a creche mesmo doentes. Segundo a secretária, o setor de epidemiologia, juntamente com a Educação, realiza um trabalho de conscientização com os pais quanto ao assunto.

“O nosso maior problema é a insistência dos pais de levar a crianças para a creche quando tem febre, quando está doente. Pedimos para os pais ficarem com o filho em casa, não levar para a creche, mas eles insistem, devido não ter onde deixar a criança. Teremos que fazer um trabalho muito grande com esses pais que insistem em levar a criança doente para a creche. Isso acaba que pode passar para os demais e colocar a própria criança em risco, pode agravar a doença. Entendemos que às vezes é porque os pais não têm com quem deixar, mas não podemos colocar as crianças em risco”, destaca.

 

Sobre a doença

A coqueluche é uma doença infecciosa aguda e transmissível, que compromete o aparelho respiratório (traquéia e brônquios). É causada pela bactéria Bordetella pertussis. A doença evolui em três fases sucessivas. A fase catarral inicia-se com manifestações respiratórias e sintomas leves, que podem ser confundidos com uma gripe: febre, coriza, mal-estar e tosse seca. Em seguida, há acessos de tosse seca contínua.

Na fase aguda, os acessos de tosse são finalizados por inspiração forçada e prolongada, vômitos que provocam dificuldade de beber, comer e respirar. Na convalescença, os acessos de tosse desaparecem e dão lugar à tosse comum. Bebês menores de seis meses são os mais propensos a apresentar formas graves da doença, que podem causar desidratação, pneumonia, convulsões, lesão cerebral e levar à morte.

A transmissão acontece principalmente pelo contato direto da pessoa portadora da doença com outra não vacinada, através de gotículas de saliva. Também pode ser transmitida pelo contato com objetos contaminados com secreções do doente.

Para a prevenção, há uma vacina oferecida pelo SUS para crianças com dois, quatro e seis meses, sendo que os reforços devem ser feitos aos 15 meses e cinco anos.


Por: Alessandra Oliveira

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