Professores da rede estadual se organizam para mobilizações em 2018

12 de dezembro de 2017 08:44
Comunidade , Educação , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Professores da rede estadual se organizam para mobilizações em 2018 Imagem Ilustrativa (Foto:Divulgação/Rede Social)

Insatisfeitos com o reajuste salarial anual, os professores da rede estadual estão prevendo mobilizações para conseguir os acordos que a categoria estabeleceu para o ano de 2018.

Jean Lemos, presidente do sindicado dos professores (SINTE) no município de Xanxerê comenta que o aumento não foi um reajuste salarial. “O que aumentou não foi o salário. Isso foi uma proposta de descompactação da tabela salarial dos professores que o Governo estipulou no fim de 2015, onde ele refez o plano de carreira dos professores através da lei 668/2015. Então, nessa lei já estava previsto esses reajustes salariais para descompactar a tabela”.

Lemos cita ainda que os professores não possuem mais regência de classe, que é outra desvantagem. “Os professores do ensino médio, ensino fundamental e séries finais, tinham 25% de regência de classe e os professores de séries iniciais e educação especial tinham 40% de regência. Com a lei criada no fim 2015, o Governo Federal elaborou e incorporou a regência de classe retroativo para os professores de ensino médio, ensino fundamental e séries finais. Com isso, esses profissionais não têm mais regência de classe, porque foi incorporado no salário inicial e os professores de séries inicias e educação especial por não te a hora atividade, ele deu 12% de uni docência, que é a nomenclatura dada na folha de pagamento”, aponta.

O presidente do SINTE explicou ainda que o dinheiro incorporado é para não pagar reajuste salarial. “Como foi incorporado essa regência de classe ao salário inicial na folha de pagamento, a folha subiu acima do piso nacional salarial, porém esse dinheiro já era nosso, ele apenas incorporou no salário para assim não pagar o reajuste salarial. A partir disso foi elaborado a tabela para descompactar o salário dos professores. Porque com essa incorporação do salário, muitos dos professores que eram iniciantes ganhavam praticamente a mesma coisa que os professores”.

Jean explica que a descompactação do salário dos professores acontece por esses reajustes de 5% anual. “Os professores iniciantes aumentavam o piso e para os professores de final de carreira não aumentava proporcionalmente. O governo não dava o piso na carreira. E com essa lei criada em 2015, ele está dando 5% anualmente, para descompactar a tabela. Sendo então apenas o reajuste previsto na lei 668/2015 e não um aumento no piso”.

Diante das situações, o presidente do sindicato comenta que não se descarta a possibilidade de mobilizações. “Para o ano que vem o Governo Federal prometeu dois reajustes de 5%, sendo um desta mesma lei de 2015 e um com a verba do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), porém, esse ainda não está no papel. E para o ano de 2018, como é ano político, vamos nos mobilizar regulamentar esse segundo reajuste”, finaliza.


Por: Alessandra Bagattini

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