Professores de Xanxerê se posicionam sobre Projeto Escola Sem Partido

1 de novembro de 2018 10:51 | Acessibilidade , Educação , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Professores de Xanxerê se posicionam sobre Projeto Escola Sem Partido Foto: Divulgação

Eleita pelo estado de Santa Catarina, a deputada Ana Caroline Campagnolo (PSL) compartilhou uma nota, no domingo (28), após as eleições em que estimula os alunos a denunciar professores que fizerem “Manifestações político-partidárias ou ideológicas que humilhem ou ofendam sua liberdade de crença e consciência”. Ela diz para os alunos filmarem ou gravarem as aulas e depois enviarem as supostas denúncias a um número de celular.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte), filial de Xanxerê, Jean Lemos, avalia que “O professor passa o conteúdo e tem o seu ponto de vista, mas não quer dizer que esteja doutrinando. Defendemos que o professor tem liberdade para abordar os conteúdos, poder explorar mais e incentivar o censo crítico dos estudantes”. O que os professores defendem é a lei de liberdade de ensino nas salas de aula.

Já existem várias discussões sobre o Projeto Escola Sem Partido, explica Jean, que é popularmente conhecido pelos professores como lei da mordaça, “Esse projeto vem para limitar as informações e opiniões na sala de aula, um assunto vetado, por exemplo, seria o da ditadura militar. Como que um professor não vai trabalhar esses temas, se fizeram parte da história”.

Nesse projeto haverá um quadro na sala de aula, listando o que o professor pode ou não fazer, e os alunos podem filmar a aula, caso o projeto não esteja sendo cumprido o professor pode ser preso. “Estamos lutando contra essa lei há um bom tempo, e mesmo se ele for instaurado no próximo ano, vamos realizar audiências públicas, contestando com o nosso ponto de vista sobre esse projeto”, finaliza Jean.

 


Por: Karina Ogliari

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