Programa de combate à dengue intensifica trabalhos no cemitério de Xanxerê

5 de abril de 2016 15:06
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Programa de combate à dengue intensifica trabalhos no cemitério de Xanxerê Números relacionados à dengue aumentam (Foto: Google maps)

Os números relacionados à dengue continuam aumentando em Xanxerê. Até esta semana foram 84 casos de dengue no município, onde cinco se formaram, 15 aguardam resultado e outros 62 casos foram descartados.  O número de focos também tem aumentado a cada dia. Desde primeiro de janeiro até esta terça-feira (5), já são 394 focos do mosquito e todos os bairros são considerados infestados.

“Muitos bairros que antes não eram infestados agora temos recebido ligações diárias relatando a presença de mosquito, como no bairro Vista Alegre. As agentes de endemia estão todas no bairro, realizando um trabalho mais minucioso. Claro que no Vista Alegre tem o cemitério, o pessoal continua levando vasos de flor que estão armazenando água parada. A cada 15 dias nós vamos no cemitério e fazemos uma limpeza completa, mas quando retornamos, todos os vasos estão lá de novo. Ainda não pensamos em algo mais estratégico, mas vasos ter que acabar abolindo os vasos no cemitério”, diz a coordenadora do Programa de Combate à dengue.

Confira:

 

 

Em relação a zika vírus e febre chikungunya não há novos casos apenas os já confirmados, um caso de cada vírus que foram adquiridos em outros municípios.

No período de 01 de janeiro a 26 de março de 2016 foram notificados 6.565 casos suspeitos de dengue em Santa Catarina. Desses, 2.204 (34%) foram confirmados (1.693 pelo critério laboratorial e 511 pelo critério clínico epidemiológico), 2.895 (44%) foram descartados por apresentarem resultado negativo para dengue e 1.466 (22%) casos estão em investigação pelos municípios.

O que é Dengue?

A dengue é uma doença infecciosa febril causada por um arbovírus, sendo um dos principais problemas de saúde pública no mundo. Ela transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectado.

A infecção pelo vírus dengue pode ser assintomática ou sintomática. Quando sintomática, causa uma doença sistêmica e dinâmica de amplo espectro clínico, variando desde formas mais leves (oligossintomáticas) até quadros graves, podendo evoluir para o óbito. Todos os quatro sorotipos de vírus da dengue circulantes no mundo (DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4) causam os mesmos sintomas, não sendo possível distingui-los somente pelo quadro clínico. O termo “dengue hemorrágica” deixou de ser empregado em 2014, quando o Brasil passou a utilizar a nova classificação da doença, que leva em consideração que a dengue é uma doença única, dinâmica e sistêmica. Para efeitos clínicos e epidemiológicos, considera-se a seguinte classificação: Dengue, Dengue com sinais de alarme e Dengue grave.

Sinais e sintomas

Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40° C) de início abrupto, que tem duração de dois a sete dias, associada à dor de cabeça, fraqueza, dores no corpo, nas articulações e no fundo dos olhos. Manchas pelo corpo estão presentes em 50% dos casos, podendo atingir face, tronco, braços e pernas. Perda de apetite, náuseas e vômitos também podem estar presentes.

Com a diminuição da febre, entre o terceiro e o sétimo dia do início da doença, grande parte dos pacientes recupera-se gradativamente, com melhora do estado geral e retorno do apetite. No entanto, alguns pacientes podem evoluir para a forma grave da doença, caracterizada pelo aparecimento de sinais de alarme, que podem indicar o deterioramento clínico do paciente.

Quadros graves

Sangramentos de mucosas (nariz, gengivas), dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, letargia, sonolência ou irritabilidade, hipotensão e tontura são considerados sinais de alarme. Alguns pacientes podem, ainda, apresentar manifestações neurológicas, como convulsões e irritabilidade.

O choque ocorre quando um volume crítico de plasma (parte líquida do sangue) é perdido através do extravasamento nos vasos sanguíneos, e caracteriza-se por pulso rápido e fraco, diminuição da pressão de pulso, extremidades frias, demora no enchimento capilar, pele pegajosa e agitação. O choque é de curta duração e pode levar à recuperação rápida, após terapia apropriada, ou ao óbito, de 12 a 24 horas.

Qualquer pessoa pode desenvolver formas graves de dengue, já na primeira infecção, apesar da maior frequência ser entre a segunda ou terceira infecção devido à resposta imune individual. No entanto, crianças, gestantes e idosos, além daqueles em situações especiais (portadores de hipertensão arterial, diabetes melitus, asma brônquica, alergias, doenças hematológicas ou renais crônicas, doença grave do sistema cardiovascular, doença ácido-péptica ou doença autoimune), têm maior risco de apresentarem quadros graves de dengue.

Pessoas que estiveram nos últimos 14 dias numa cidade com presença do Aedes aegypti ou com transmissão da dengue e apresentar os sintomas citados devem procurar uma unidade de saúde para diagnóstico e tratamento adequado.

 


Por: Patricia Silva

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