Psicóloga explica o que é depressão pós-parto e como identificá-la

11 de agosto de 2016 07:32
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Psicóloga explica o que é depressão pós-parto e como identificá-la Imagem meramente ilustrativa (Foto: Internet)

Não há como negar que um filho traz diversas mudanças para a vida da mulher, mesmo que o nascimento da criança seja planejado, muitas mães só se dão conta do que é um filho, após o nascimento. Sentir medo, angústia ou tristeza após o parto é considerado algo normal pelos psicólogos, mas, a depressão pós-parto é algo que caminha lado a lado da tristeza materna e merece atenção por parte da família toda.

A psicóloga Danieli Cristina Bonetti Marció, explica que o que difere a depressão da tristeza materna é a intensidade e a durabilidade dos sintomas, “é importante não confundir depressão com uma tristeza materna. O que vai diferenciar é a intensidade dos sintomas e dos prejuízos para a mãe e para o bebê. A depressão muitas vezes vem de uma cobrança muito grande da sociedade, como se, ser mãe fosse um desejo de todas as mulheres, como se o amor materno sempre estivesse presente. Então é necessário observar como foi a gravidez, se é planejada ou não, se a mulher tem o suporte do companheiro e dos demais familiares, todos esses fatores precisam ser analisados em uma depressão pós-parto”, explica.

 

Principais sintomas da depressão:

 

– Tristeza constante, especialmente na parte da manhã e/ou à noite;

– Sensação de que nada de bom vem pela frente;

– Sensação de culpa e de responsabilidade por tudo;

-Irritabilidade e falta de paciência;

– Vontade de chorar o tempo todo;

– Exaustão permanente, mesmo quando consegue descansar um pouco;

– Dificuldade de se divertir;

– Perda do bom humor;

– Sensação de não conseguir lidar com as circunstâncias da vida;

– Enorme ansiedade em relação ao bebê e busca constante por garantias, por parte de profissionais de saúde, de que ele está bem;

– Preocupação com sua própria saúde, possivelmente acompanhada pelo temor de ter alguma doença grave;

– Falta de concentração;

– Sensação de que o bebê é um estranho e não seu filho;

– Pensamentos negativos demais em relação a você ou ao bebê;

– Vontade de fugir, de sumir;

 

Ao perceber estas circunstâncias a família deve conversar com a mãe e buscar por ajuda psicológica. Danieli comenta ainda que o tratamento varia de caso para caso, assim como o tempo que esta mãe precisará de ajuda.

“Bom, o medo é grande de não saber cuidar bem dela, principalmente no meu caso que sou mãe solteira e isso decepcionava a mim mesma, o fato de não ter o pai por perto, pois passa muito rápido e logo ela nasce. A ansiedade aumenta a cada mês, junto, o medo de não saber se o bebê vai nascer bem, saudável e, claro, a ansiedade de ver o rostinho dela pela primeira vez. Mas, hoje já está mais tranquilo e apesar das dificuldades eu acredito que esteja superando minhas próprias expectativas”, comenta Andreia Lirias, mãe da Amanda Lirias de apenas dois meses.

A psicóloga frisa que o apoio de toda a família é de grande valia neste momento, “a família precisa auxiliar a mulher entender que está passando por uma fase da adaptação, assumindo o papel de mãe, se deparando com diversas mudanças físicas e psicológicas. Todo o suporte a puérpera é importante considerando que os primeiros meses de interação mãe-bebê são fundamentais para o desenvolvimento emocional da criança.”

 


Por: Patricia Silva

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