Psicóloga orienta pais para identificar possíveis sinais de abuso sexual em crianças

27 de janeiro de 2019 13:24
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Psicóloga orienta pais para identificar possíveis sinais de abuso sexual em crianças Foto: lunetas.com.br

A crescente nos casos divulgados de abuso infantil vem preocupando toda a população, principalmente os pais, que muitas vezes acabam não se dando conta do ocorrido, ou só percebem quando o quadro está muito agravado.

De acordo com a psicóloga Rosilei Lemes Vera, o primeiro passo é observar mudanças aparentes na criança.

– Quando a criança não sofre nenhum tipo de abuso, ela tem tendência a ser uma criança alegre, brincalhona e tem afinidade com muitas pessoas. Já a criança que sofreu abuso tem uma mudança brusca no comportamento, e isso cabe aos responsáveis identificar e buscar uma solução – explica Rosilei.

Dentre as principais mudanças apresentadas no comportamento das crianças está: irritação, choros aparentemente sem sentidos, podendo apresentar agressividade para com as pessoas próximas ou até mesmo sem motivos, também existe muitos casos onde a criança se isola, passa ter um comportamento contrário ao de agressividade ou choros.

– Nesse caso da criança se isolar, ela para de socializar, muitas até param de conversar e brincar. Esses talvez sejam os casos mais difíceis, por que a criança não apresenta comportamentos que incomodam, digamos assim as pessoas – pontua.

Outra questão importante é a tendência de adquirir medo ou afastamento de seu agressor ou pessoas do mesmo sexo.

– É comum que uma criança que sofre abuso por um homem, acabe tendo aversão a aproximação de homens. A criança precisa ser espontânea, se ela não quer abraçar as pessoas é importante respeitar e buscar entender o porquê isso está acontecendo. O abuso sexual ocorre, em 90% dos casos com pessoas muito próximas da criança, pois estas pessoas conseguem a confiança da criança para conseguir realizar o ato – frisa.

Para os pais fica o alerta, além de observar mudanças no comportamento dos filhos, ter mais atenção com quem frequenta o ambiente familiar. Além de levar a criança para uma avaliação psicológica, pois a criança se sente coagida á contar o que ocorreu.

– Além de abusar, o agressor ameaça muito o psicológico da criança, assim elas acabam não falando o que acontece – finaliza.


Por: Direto da Redação

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