Quem quiser se eleger em 2020 vai ter que vender a sua história, diz especialista

4 de julho de 2019 18:26 | Visualizações: 810
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Quem quiser se eleger em 2020 vai ter que vender a sua história, diz especialista Foto: Patrícia Silva/Lance Notícias

O ano eleitoral é somente em 2020, mas os partidos já se movimentam em Xanxerê e preparam as suas campanhas. Para falar mais sobre essa nova tendência, o Lance Notícias entrevistou o economista e pesquisador eleitoral, Celito Pandolfi.

Celito destaca que o próximo ano será de muita mudança os candidatos precisarão usar mais o “corpo a corpo”, diferente da última eleição presidencial em que Jair Bolsonaro focou toda a sua campanha nas redes sociais.

– Nós temos que entender que tudo que as pessoas ouviram, viveram e vivenciaram sobre eleições, pode deletar. A partir de 2020 vai começar um novo comportamento do eleitor. A corrupção abusiva deixou o país no estado que encontramos hoje. Aquilo que havia, compra e venda de votos, não vai mais existir, porque o povo quer mudança. Quem quiser ser candidato a prefeito, vice ou vereador, vai ter que começar já. O candidato vai ter que fazer o “corpo a corpo”, as redes sociais em Xanxerê não vão ter a mesma dimensão que a nível nacional. Nós temos uma característica que a maioria não tem internet. Todo o candidato ele se assemelha a um produto que está exposto na prateleira política, isso quer dizer, estar em campanha – comenta.

O especialista detalha que a maioria do eleitorado de Xanxerê é da classe D e caberá ao candidato cativar o seu público-alvo.

– Nós estamos vivendo a pior crise dos últimos 50 anos e essa mudança de comportamento acontece devido a roubalheira generalizada. A maioria do eleitorado é da classe social D e este povo cansou. O candidato vai ter que ir em todos os poderes pegar uma negativa para comprovar que não tem nenhum envolvimento com coisa errada, juntamente com a sua história e passar nos 30 bairros conversar com as pessoas, falar dos seus projetos, mostrar de que família é, quem é ele – enfatiza.

Outra novidade para o próximo ano é a entrada da mulher na tomada de decisões e que também irá interferir nas campanhas eleitorais.

– O candidato não vai gastar dinheiro. Essa era terminou porque no Brasil começou a microtendência, isso porque entrou a mulher na tomada de decisão. Isso ocorre em função da desagregação familiar. O candidato vai ter que encantar a mulher e falar para ela o que vai fazer para resolver a situação do filho dela que está desempregado. As campanhas já iniciaram e isso nunca aconteceu. Quando o candidato subestima o eleitor ele perde. Ele precisará comprovar que não tem a ficha suja e o que fará para mudar a situação do seu município – finaliza.


Por: Patricia Silva

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