Radiologista natural da Argentina fala sobre o amor à profissão

8 de novembro de 2018 19:32 | Comunidade , Variedades , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Radiologista natural da Argentina fala sobre o amor à profissão (Foto: Alessandra Oliveira/Lance Notícias)

O dia oito de novembro é comemorado duas vezes: como o Dia Internacional da Radiologia e o Dia Nacional do Médico Radiologista. A data foi escolhida pois neste dia, em 1895, o físico alemão Dr. Wilhelm Conrad Roentgen descobriu os raios X.

Cristina Tessari, natural da Argentina, está na profissão há 16 anos. Após enfrentar dificuldades durante a graduação de medicina, seguiu um conselho da mãe para fazer o curso de radiologia.

“Eu fazia medicina, tinha uma matéria que eu não estava conseguia passar e minha mãe me aconselhou a fazer um curso de radiologia lá na Argentina e eu topei. Não com vontade, mas topei. Terminei meu curso lá em 2001, veio uma crise econômica muito forte na Argentina, e meu primo é sócio da clínica Via Imagem aqui em Xanxerê e me ofereceu um estágio, por três meses”, conta.

Depois disso, Cristina renovou seu visto por mais três meses e, por gostar do país e da cidade, decidiu se mudar. Hoje, ela mora em Xaxim e trabalha em Xanxerê mas destaca que o esforço diário de se deslocar de cidade compensa.

“Tem pacientes que são sensacionais, alguns que precisam de muita atenção, alguns que vem muito doente e precisamos ter esse jogo de cintura para levar as coisas, mas é muito satisfatório”.

Ela explica que um profissional da área realiza a parte técnica, opera as máquinas. Segundo ela, antes da existência do curso, enfermeiras ou secretárias dos médicos eram quem realizavam os exames, sem um preparo prévio.

Além disso, ela comenta que esses profissionais podem atuar em outras áreas, não só na saúde. “Tem o curso de formação e tem especializações também, mas com a formação estamos aptos a fazer tudo, menos a fazer radiologia industrial e nuclear, essas áreas exigem especialização. Podemos trabalhar em aeroportos, fábricas, há outras áreas para atuar também, além da área da saúde. A maior parte das pessoas que estudam, ficam na parte da saúde”, comenta.

Além disso, Cristina comenta que o estudo é constante na área, pois são diversos exames e, também, o avanço da tecnologia melhora os aparelhos cada vez mais.

Para os futuros profissionais ela destaca que é preciso gostar da área. “Você precisa gostar da área da saúde e do que você faz. Temos um conselho que diz que podemos trabalhar quatro horas por dia, 24 horas por semana. Às vezes as pessoas escolhem esse curso por isso, por ter um bom salário e trabalhar pouco. Mas não é isso, fizemos exames complicados, alguns constrangedores para o paciente. A pessoa que vai começar o curso não sabe disso. Tem que gostar do que faz”, destaca.

O limite de horas de trabalho se dá por conta da exposição a radiação, para que não prejudique a saúde do profissional. “O limite de tempo de trabalho é por conta da exposição a radiação. Claro, os equipamentos de hoje nos deixam pouco expostos, uma grande diferença do que era há muitos anos atrás. O cientista que descobriu a radiação, o primeiro raio-x eu ele fez, da mão da mulher, ficou 15 minutos exposto a radiação. Hoje, o raio-x de uma mão dura dois segundos”.

Os profissionais da área precisam usar um dosimetro, que mede a quantia de radiação recebida. “Se cuidando e respeitando isso, não há problemas. Mas, quem quiser estudar, é sensacional, um curso que eu me orgulho e amo. Adoro isso!”, conclui.


Por: Alessandra Oliveira

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