Santa Catarina tem 150 propriedades com a presença de brucelose

9 de novembro de 2016 07:41
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Santa Catarina tem 150 propriedades com a presença de brucelose (Foto:Divulgação)

 

Santa Catarina é o estado brasileiro com a menor incidência de brucelose bovina. Com apenas 0,9% dos rebanhos infectados, o estado é classificado pelo Ministério da Agricultura como de “Risco Muito Baixo”, resultado de um intenso trabalho dos pecuaristas, Governo do Estado e Governo Federal. Apesar de poucos animais acometidos por brucelose no estado, a Secretaria da Agricultura e da Pesca e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) emitiram, nesta terça-feira, 8, uma Nota Técnica para orientar os produtores e trabalhadores do meio rural sobre os riscos da doença.

Hoje, a Cidasc tem 150 propriedades com a presença de brucelose registradas em Santa Catarina, número que representa 0,075% do total de propriedades rurais do estado. Os animais acometidos pela doença são abatidos sanitariamente e os proprietários indenizados pela Secretaria da Agricultura, através do Fundo Estadual de Sanidade Animal (Fundesa). O secretário da Agricultura, Moacir Sopelsa, explica que o Fundesa faz parte da política de defesa sanitária do Governo do Estado e que, em 2016, já foram investidos mais de R$ 2,8 milhões para o pagamento de indenizações.

“Com a indenização, os produtores podem adquirir animais sadios para continuarem a produção de carne e leite. Lembrando que a erradicação da brucelose não é importante apenas para a saúde dos rebanhos, mas também para a saúde da família e dos funcionários rurais”, afirmou.

 

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Por ser transmissível para os seres humanos, a presença de animais doentes nas propriedades rurais pode colocar em risco a saúde dos trabalhadores e suas famílias. O principal sintoma da brucelose nos bovinos é o aborto e a transmissão para os humanos acontece pelo contato com o feto e tecidos do aborto, ao limpar retenções de placenta, e também ingerindo leite cru e produtos derivados do leite sem pasteurização ou sem fervura. A Secretaria da Agricultura e a Cidasc indicam que os produtores usem luvas para trabalhar com os animais, principalmente em partos. Em caso de abortos nos animais, o produtor deve procurar a Cidasc para mais informações.

A Secretaria da Saúde, por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica, realiza exames clínicos e laboratoriais em todas as pessoas que tiveram contato com os bovinos doentes, ou se alimentaram do leite ou queijo deste rebanho. O tratamento é gratuito e os pacientes são monitorados pela diretoria durante dois anos.

A brucelose se espalha entre os animais principalmente através da pastagem, já que, quando a vaca sofre o aborto, a bactéria causadora da doença (Brucella) pode permanecer viva por cerca de seis meses na vegetação. Em todo país é exigido dos produtores que façam exames nos animais comprados para reprodução, que podem ser realizados por mais de 400 médicos veterinários habilitados pelo Ministério da Agricultura em todas as regiões do estado. A orientação da Cidasc é que, independente das exigências sanitárias da legislação, o produtor deve sempre buscar a assistência veterinária para a correta identificação e controle de doenças em sua propriedade, com consequente aumento da produtividade, dos lucros e redução dos riscos sanitários para os animais e humanos.

Além do controle do trânsito de reprodutores, a Cidasc realiza vigilância ativa na cadeia produtiva do leite, com amostras de leite testadas para brucelose. Caso a amostra tenha resultado positivo, serão feitos exames de sangue nos animais. Em 2016, mais de quatro mil exames em leite foram realizados em diferentes regiões.

No município de Seara, a prefeitura e a Cidasc trabalham juntas e até o momento já foram testadas 460 amostras de leite, com apenas três resultados positivos. Estas propriedades estão sendo visitadas pela médica veterinária do município para coleta de sangue e investigação da doença.

Vacinação

O uso da vacinação em massa, com a vacina B19, é recomendado apenas para estados que possuem altos índices da doença, portanto é proibida em Santa Catarina. O rebanho catarinense pode ser vacinado com amostra RB51, seguindo as normas do Regulamento Técnico do Programa de Erradicação da Brucelose Bovina e Bubalina no Estado de Santa Catarina. (Assessoria de imprensa)

 

 

 

 


Por: Patricia Silva

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