Secretária de Educação fala sobre atendimentos nos Cemeis após recomendação do MP

13 de fevereiro de 2019 11:08
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Secretária de Educação fala sobre atendimentos nos Cemeis após recomendação do MP Foto: reprodução

No início deste ano letivo, a Secretaria de Educação do município tentou implantar um novo horário nos Cemeis, em que dispensaria as crianças às 17h30 e não mais às 18h15min, como vinha acontecendo.

No entanto, uma parcela dos pais se posicionou contrária a mudança e procurou o Ministério Público. Diante da situação o MP orientou a secretária para que mantivesse o horário antigo, sob risco de ajuizamento de ação.

 

Confira mais:

Vídeo: decisão do Ministério Público faz com que Cemeis voltem a atender até às 18h15min

 

 

Em entrevista com a secretária de Educação, Cláudia Fávero, ela comenta que desde a terça-feira (12), os Cemeis já voltaram a atender até as 18h15min.

– A Lei de Diretrizes e Bases diz que a criança pode ficar no mínimo sete horas nos Cemeis e no máximo dez horas, em período integral. Fizemos esse estudo, orientamos os pais, ninguém foi pego de surpresa. Não é toda a população, são 5% dos pais que procuraram vereadores, Ministério Público solicitando o horário estendido. Como o Ministério Público pediu para retomarmos vamos fazer o levantamento e ver quais pais realmente precisam para regulamentar. Ontem já voltou até 18h15min então a diretora fica. Mas, não podemos deixar essa diretora todo dia, pois ela também tem o filho, tem a família e é contratada para oito horas. Vamos ter que, em um curto espaço de tempo, organizar isso – diz em entrevista à Rádio Super Difusora.

Quanto a possibilidade de fazer dois turnos dos professores, Cláudia explica que se torna inviável.

– O professor é contratado 40 horas, não temos planos de 30, se tivéssemos poderíamos fazer dois turnos. Mas, a ideia é que a criança fique com os pais, pois os pais trabalham oito horas e as crianças ficam mais de dez nos Cemeis. A convivência familiar é muito importante. Sabemos de um caso em que a avó da criança mora do lado do Cemei, mas a mãe não quer a avó busque a criança, tem algo mais importante que a convivência com os avós? – indaga a secretária.

 


Por: Patricia Silva

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