Secretaria de saúde faz mudanças no teste do pezinho

5 de agosto de 2016 08:20
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A Secretaria de Estado da Saúde promoveu nesta quinta-feira, 4, a partir das 9h, no auditório da sede da Vigilância Epidemiológica do Estado (Rua Esteves Júnior, 390 – 1º andar – Centro) uma entrevista coletiva sobre mudanças que estão sendo promovidas na triagem neonatal realizada em Santa Catarina.

Participaram o superintendente de Vigilância em Saúde, Fábio Gaudenzi de Faria, e o diretor do Hospital Infantil Joana de Gusmão, Carlos Schoeller, responsáveis operacional e técnico, respectivamente, pelos novos procedimentos.

A Secretaria de Estado da Saúde informa que partir deste mês de agosto ocorrerão mudanças no processamento do teste do pezinho/triagem neonatal:

  1. A coordenação do programa passará para a Gerência de Coordenação da Atenção Básica da Secretaria de Estado da Saúde, por meio da área de saúde da criança. O atendimento das crianças portadoras de alterações e a confirmação do diagnóstico continuarão a cargo do serviço de referência estadual, o Hospital Infantil Joana de Gusmão.
  2.  A realização dos ensaios laboratoriais de triagem será feito pela Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional (Fepe) do Paraná, instituição reconhecida nacionalmente e com larga experiência no tema, mediante parceria da Secretaria da Saúde de Santa Catarina com a Secretaria de Estado do Paraná (Sesa-PR). Estas mudanças foram pactuadas com os municípios e estão na Deliberação CIB no 160/2016.
    Desta forma a Secretaria de Estado da Saúde fica alinhada com a política do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN) do Ministério da Saúde, realizando todos os exames preconizados na Fase 4 do PNTM: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, anemia falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, deficiência da biotinidase e hiperplasia adrenal congênita, garantindo a manutenção e a viabilidade financeira do processo.
    3. Além disto, a análise técnica dos resultados dos últimos 6 anos determinou a supressão do teste da galactosemia em maio de 2016, a exemplo do que ocorre na maioria dos estados brasileiros e em outros países. O teste mostrou-se inapropriado para o diagnóstico precoce desta rara doença (incidência 1:100.000): dos quatro pacientes com diagnóstico definido entre 447.783 testes realizados e em seguimento no serviço de referência estadual, todos apresentam quadro de deficiência mental de severidade variável, mostrando que mesmo com o início precoce do tratamento, há pouca ou nenhuma modificação no curso da doença.
    Com essas mudanças, a Secretaria de Estado da Saúde pretende manter o nível de excelência que sempre caracterizou a triagem neonatal no Estado, adequando os custos à atual realidade econômica.

 


Por: Patricia Silva

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