Seguros automotivos para mulheres são mais baratos; entenda

23 de abril de 2018 13:45 | Comunidade , Trânsito , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Seguros automotivos para mulheres são mais baratos; entenda Foto: Alessandra Bagattini/Lance Notícias

Nos últimos anos a procura por seguros automotivos vem aumentando no Brasil. Hoje, mais de 25% dos veículos da frota nacional estão assegurados. Os índices mostram que a maioria das pessoas que adquirem veículos atualmente estão buscando uma seguradora principalmente para cobrir sinistros contra terceiros.

Conforme o corretor e proprietário de uma corretora xanxerense, Vilson Piccoli, a frota de veículos está cada vez maior e os condutores estão ficando mais preocupados com acidentes e roubos. Segundo Piccoli há duas modalidades de seguros, sendo eles o seguro de Responsabilidade Civil Facultativa de Veículos (RCF), mais conhecido como seguro contra terceiros e o seguro total, que engloba essa modalidade e também pequenos reparos.

“A maioria das pessoas busca pelo menos o seguro contra terceiros que é o que mais preocupa os condutores, porque ninguém quer causar mal ao outro e acidente acontece, não tem como prever. Quando acontece de estragar o próprio veículo a pessoa consegue deixar para mais tarde, mas quando acontece de ser causador de um acidente que danifique os bens de outras pessoas há uma cobrança maior, até mesmo em atropelamentos, por exemplo”, comenta Piccoli.

Para os seguros automotivos, cada condutor e automóvel tem suas peculiaridades, o que quer dizer que não há uma apólice de seguro “padrão”. Piccoli recomenda que quando o proprietário de veículo decidir fazer o seguro, procure um corretor para que seja confeccionada uma apólice que atenda todas as suas necessidades.

“Nos últimos dez anos o seguro modificou muito. Hoje o seguro além de cobrir sinistros, há uma série de assistências oferecidas por ele quando se faz o seguro do veículo. Por exemplo, a pessoa está viajando e acontece um problema com o carro, o seguro fornece um guincho ou algum meio de transporte para essa pessoa e todos os ocupantes do veículo. Se precisar, o seguro encaminha os ocupantes do veículo até um lugar que forneça uma estadia até que o problema seja resolvido. Isso acontece também para trocar um pneu, por exemplo. As assistências são muito interessantes. Muitas pessoas usam mais a assistência do que quando acontece um sinistro e isso é outro fator que influencia para que cada vez mais as pessoas procurem por um seguro automotivo”, destaca.

As peculiaridades também são analisadas quanto a precificação das apólices de seguro. Para pessoas entre 18 e 25 anos o valor do seguro é mais alto, por exemplo. Isso porque os índices mostram que os acidentes de maior gravidade acontecem com condutores dentro dessa faixa etária. Além disso, dentro desse grupo, o seguro para mulheres se torna mais barato que para homens. Novamente os índices explicam isso, pois homens se envolvem menos em acidentes, mas quando isso acontece os danos nos veículos são maiores e há um maior risco de o acidente fazer vítimas, enquanto com mulheres os acidentes são mais recorrentes, mas em menores proporções.

“Para o seguro cada marca, cada modelo de veículo, cada tipo de motor, por exemplo, que está no veículo, é um item que custa um preço para o seguro. As vezes o mesmo veículo, que custa o mesmo preço, tem valores de seguros diferentes, porque algum item do veículo é diferente. Há outra variante que existem veículos mais utilizados por jovens e veículos mais utilizados por pessoas de mais idade. Esses veículos tem uma precificação diferente, mesmo que eles custem o mesmo valor, porque existe todo um trabalho em cima das pessoas que conduzem o veículo”.

Outro fator que influencia no valor do seguro é o tempo que o proprietário contrata o seguro sem ocorrer nenhum sinistro. A cada ano de seguro sem sinistro o valor diminui para o proprietário.

Conforme Piccoli, geralmente os proprietários contratam o seguro anualmente e renovam a apólice por mesmo período de tempo. Entretanto, há possibilidade de contratar seguros por dez dias, um mês ou até mais de um ano.

 


Por: Alessandra Oliveira

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