Sindicalistas comentam sobre greve geral que irá ocorrer nesta sexta-feira (11)

10 de novembro de 2016 15:22
Comunidade , Economia , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Sindicalistas comentam sobre greve geral que irá ocorrer nesta sexta-feira (11) Sindicalistas comentam sobre greve geral que irá ocorrer nesta sexta-feira (11). (Foto:Marcio Moterle)

Nesta sexta-feira (11) servidores públicos de toda região Amai deverão se reunir na Praça Tiradentes, onde será realizado a greve geral contra a PEC 241, que visa a reforma no ensino médio e congelar os gastos públicos em vinte anos. Os sindicalistas, Adriano de Martini e Lenoir Tiecher, juntamente com o professor de filosofia Mario Harres, em entrevista à Rádio Super Difusora, comentam sobre as atividades que serão realizadas.

“Nós estamos enfrentando e acompanhando, todo esse procedimento que vem sendo acompanhado pelo Congresso Nacional, a chamada PEC 241, que é uma proposta de emenda constitucional que vai congelar os investimentos primários, em todas as áreas por vinte anos, áreas essas que são essenciais para o desenvolvimento do país, não podemos pensar em um país desenvolvido, se isso será o maior retrocesso histórico que existe no nosso país”, comenta Adrianinho.

Tiecher destaca que a mobilização é para alertar o trabalhador que é o momento em que não se pode deixar de lado suas conquistas, “nós estamos mobilizando todos os trabalhos da nossa cidade e da nossa região e, inclusive estivemos em Brasília, este é o momento em que o trabalhador não pode deixar de lado tudo que ganhou até aqui. Esses cortes é um caminho para privatizar as universidades federais. Amanhã será um dia de muita mobilização muito debate e também de apresentação culturais, enfim passaremos o dia fazendo debates sobre os temas e mostrando para a sociedade que os trabalhadores não concordam com a retirada daqueles direitos que foram conquistados. Esse é um movimento da sociedade, é dos trabalhadores”.

A mobilização que terá início as 9h da manhã e também irá abordar como temo em destaque a reforma do ensino médio, “hoje nós já sofremos porque a situação não está boa, então imagina congelando os gastos e com esse retrocesso, isso é voltar e dizer para as pessoas, ‘apenas trabalhem, não pense, porque você pensa em um modelo de educação sem sociologia, sem filosofia, sem artes, sem educação física, você está fazendo com que as pessoas se qualifiquem apenas para o mercado de trabalho, sem pensamento crítico”.

Ainda conforme Adrianhinho, a PEC 241, é o eixo central para as reformas que estão impostas, “A PEC 241 ou a PEC 55, no nosso entendimento é o eixo central das reformas que estão sendo impostas, porque após isso estabelecendo um teto, isso quer dizer que o estado vai ter um tamanho, ou seja, na sequência será adequado o estado de acordo com o limite de gastos e, essas reformas, a primeira delas é a reforma previdenciária que passa para 65 anos, para as pessoas se aposentar, na sequência a reforma trabalhista, então essa é uma luta de todos, por isso convocamos o povo, porque é a nossa luta que pode parar com esse processo”.

Reforma no ensino médio

Mario Harres, professor de filosofia na rede estadual de ensino e presidente municipal da UMA LGBT, salienta sobre o que a reforma vai impor para o ensino médio, “como já foi passado, amanhã vamos estar em um momento de paralização nacional contra essa agenda de retrocessos que estão tentando pregar contra nós. Para o ensino médio isso apresenta um grande retrocesso para a educação como ela é hoje, a educação básica precisa de uma reforma, mas essa reforma, essa não é a reforma que queremos. Não queremos, porque escola não é fabrica, escola é espaço de sonho, onde criamos cidadão e educamos para o mundo. Essa reforma, vem como medida provisória, um seja uma reforma feita em gabinete, onde burocratas decidem o que é melhor para a educação. Então é proposto uma redução na base curricular para um ano e meio e mais um ano e meio de um curso técnico, relacionado com a região. A reforma precisa ser feita de uma maneira em que a escola leia o mundo, o mundo não é difícil, ele é complexo, o ensino também precisa sem complexo, mas de uma forma agradável como o mundo é”.


Por: Alessandra Bagattini

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