Suicídio infantojuvenil: pais devem ficar atentos a mudanças de humor dos filhos

19 de julho de 2018 14:29
Comunidade , Saúde , Variedades , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Suicídio infantojuvenil: pais devem ficar atentos a mudanças de humor dos filhos Imagem meramente ilustrativa (Foto: Divulgação)

O número de crianças e adolescentes que cometem suicídio tem aumentando consideravelmente nos últimos tempos. Esse alto índice requer uma atenção maior dos pais, familiares e professores que convivem diariamente com eles.

Essa problemática pode se dar pelo tabu que a sociedade ainda tem quanto ao assunto, pois pouco se conversa sobre isso, principalmente com pessoas mais jovens. A percepção de muitos adultos é de que, nessas fases, a criança ou o adolescente não tem problema e nem sofrimento, o que é um pensamento errado.

Às vezes, esse problema esbarra também na falta de conhecimento, até mesmo pelos profissionais, que não sabem como lidar com situações como essa, pois a metodologia de prevenção e intervenção não é a mesma aplicada em adultos.

“Não são muitos os estudos que falam sobre prevenção para crianças e adolescentes na questão do suicídio, mas nós, que trabalhamos com eles, sabemos e entendemos que a criança e o adolescente têm outro linguajar, têm formas diferentes de demonstrar que não estão bem”, explica a psicóloga Rosilei Lemes Vera.

Conforme a profissional, nessa faixa etária, eles não se expressam como os adultos – não falam o que estão sentindo. Além disso, ainda falta aceitação da sociedade quanto ao fato de uma criança querer tirar a própria vida.

“É realmente uma problemática bem difícil de abordar, mas está aí e precisamos falar sobre isso. O fato de falar sobre o assunto não vai fazer isso parar de acontecer; pelo contrário, precisamos falar e esclarecer sobre o assunto para que possa haver uma mudança”, comenta.

A psicóloga explica que identificar sinais de que a criança ou adolescente esteja pensando em tirar a própria vida é complexo. Por isso, os pais e professores precisam ficar atentos aos sinais da criança. Alterações de humor e comportamento geralmente são as primeiras mudanças.

“Como a criança, diferente do adulto, não fala isso, os pais precisam estar muito mais atentos. É raro as crianças e adolescentes falarem, porque, às vezes, eles não sabem como falar ou nem mesmo sabem como identificar. Quando essas mudanças forem identificadas, os pais e professores devem conversar com os filhos, se abrirem. É muito importante que os pais demonstrem que estão ali para que a criança possa conversar e contar o que esteja acontecendo”.

Ela ressalta que casos assim são mais comuns com crianças mais vulneráveis, que sofrem ou já sofreram algum tipo de abuso e violência física ou psicológica. Ademais, são diversos fatores que podem levá-la a pensar em suicídio.

Em caso de dúvida, os pais devem procurar ajuda profissional de um psicólogo ou psiquiatra para avaliação.

 

Psicóloga Rosilei Lemes Vera (CRP 12/10933)


Por: Alessandra Oliveira

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