Surto de sífilis em Xanxerê: médico alerta para casos de gestantes infectadas

18 de agosto de 2016 10:11
Comunidade , Saúde , Variedades , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Surto de sífilis em Xanxerê: médico alerta para casos de gestantes infectadas Casos de sífilis deixam médicos em alerta (Foto: Internet)

Sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum. Pode apresentar várias manifestações clínicas e diferentes estágios (sífilis primária, secundária, latente e terciária). Nos estágios primário e secundário da infecção, a possibilidade de transmissão é maior. Em Xanxerê e região os números relacionados a pessoas infectadas pelo vírus cresce e tem gerado preocupação, principalmente, entre as gestantes.

O médico infectologista, Hugo Noal, destaca que o surto de sífilis é a uma realidade de todo o país, “a sífilis voltou a preocupar as autoridades médicas justamente porque ela traz complicações, por exemplo, na gestante causa a sífilis congênita, doenças complicadas, principalmente jovens e isso demonstra a fragilidade e a falta de informação das pessoas quanto ao cuidado com a saúde”.

Em Xanxerê não há números exatos, mas o médico afirma que todas as unidades de saúde do município atendem, no mínimo, uma pessoa com sífilis, “é difícil sabermos o número exato de pessoas com a sífilis por que ela é uma doença silenciosa, mas que a gente percebe que ao longo destes últimos dois anos, os números praticamente aumentaram 10, 20 vezes mais do que era encontrado.  Em cada unidade de saúde do município de Xanxerê hoje, pelo menos uma pessoa é atendida com sífilis”, diz.

Sífilis na gestação

Hugo salienta ainda que o índice de mães que engravidam e não sabem que tem sífilis ou que são infectadas durante a gestação também é expressivo. As crianças que nascem de uma mãe com sífilis poderão ter sífilis congênita, o que pode levar ao aborto espontâneo, parto prematuro, má-formação do feto, surdez, cegueira, deficiência mental ou morte ao nascer.

“Principal forma de transmissão é a sexual, mas em pessoas que estão na segunda fase da doença, feridas na pele também podem ser contagiosas. Nossa preocupação maior é com a gestante com sífilis, onde o número é bem elevado. Um exemplo, no Hospital da criança de Chapecó, no ano passado até agora, mais de 60 crianças com sífilis congênita e isso nos deixa em alerta. A criança quando nasce com sífilis congênita precisa ser acompanhada por um longo tempo e precisamos tratar ela, para que ela não tenha nenhuma sequela principalmente na questão do desenvolvimento, sequela neurologia, na visão ou audição”, explica.

Diagnóstico

O teste rápido (TR) de sífilis está disponível nos serviços de saúde do SUS, sendo prático e de fácil execução, com leitura do resultado em, no máximo, 30 minutos, sem a necessidade de estrutura laboratorial. Quando o TR for utilizado como triagem, nos casos positivos (reagentes), uma amostra de sangue deverá ser coletada e encaminhada para realização de um teste laboratorial para confirmação do diagnóstico. Em caso de gestante, o tratamento deve ser iniciado com apenas um teste positivo (reagente), sem precisar aguardar o resultado do segundo teste.

 

 


Por: Patricia Silva

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