TV LANCE: pacientes reclamam de demora no atendimento em hospital de Xanxerê

24 de janeiro de 2019 17:11
Comunidade , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
TV LANCE: pacientes reclamam de demora no atendimento em hospital de Xanxerê Foto: divulgação

Nesta semana, o Lance Notícias foi procurado por alguns pacientes que reclamavam da demora no atendimento no Hospital Regional São Paulo, de Xanxerê.

Segundo Osvino Stirmer Neto, ele aguardava desde às 10h, pois havia tido uma queda dias e estava sentindo dores.

– Eu estou aqui desde às 10h, agora são 20h. Ninguém nos fala nada, só comentam que tem bastante gente acidentada, mas não vemos nada. Estamos aqui aguardando – diz.

Já Fabiana Barbosa, buscou a unidade junto com seu sogro que é diabético e estava com uma ferida infeccionada no pé.

– Eu vim com meu sogro às 16h e até agora nada. Ele é diabético e está com uma ferida muito feia no pé, até pedimos uma maca para ele deitar, mas falaram que não podem dar sem o médico autorizar, agora ele está no carro esperando deitado lá – comenta.

Loracir Alves de Quadros, é o sogro da Fabiana e também falou com a reportagem do Lance Notícias.

– Eu não aguentei, pedi para deitar, estava com muita dor e falaram que não podiam fazer nada. Tive que deitar no carro, não aguento de dor na minha perna e me falaram que meu caso não é emergência – diz.

 

Hospital comenta

O médico responsável pela Emergência do Hospital, Vinícius de Morais, comentou sobre o dia em questão. Ele salientou que os casos citados não eram graves e que, neste dia, houve uma alta no número de atendimentos de casos de urgência e emergência, o que fez com que os casos que não são graves precisassem aguardar por mais tempo.

– Nós tivemos um grande número de pessoas nos procurando em um pequeno espaço de tempo, aproximadamente 100 pessoas no intervalo de 12 horas, em média de 12 minutos por pacientes, tempo esse que às vezes não é suficiente em função da gravidade. Ontem, excepcionalmente, nós tivemos uma procura muito grande de casos graves. A nossa taxa é geralmente 80% de pacientes não-graves, ou seja, pacientes que poderiam ser atendidos nos postos de saúde ou Pronto-Atendimento. Neste dia, nós tivemos cerca de 40% dos casos considerados de maior gravidade. É por este motivo, que algumas pessoas acabaram aguardando, quatro, seis, até oito horas, mas temos a certeza que todos aqueles pacientes graves foram atendidos de forma rápida e eficaz. Não gostamos de comentar essa situação por entender o sofrimento de todos que nos procuram, mas todos estes citados não eram casos urgentes. Obviamente que todos que nos procurarem irão receber atendimento, mas frisamos que daremos preferência aos pacientes potencialmente graves – explica.


Por: Patricia Silva

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