Vigilância alerta para três casos de pessoas que não realizaram segundo exame para confirmar brucelose

13 de dezembro de 2016 11:32
Comunidade , Saúde , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Vigilância alerta para três casos de pessoas que não realizaram segundo exame para confirmar brucelose Bioquímico do laboratório municipal realizando o procedimento para enviar o material coletado ao Lacen de Florianópolis (Foto: Divulgação)

 

Nesta terça-feira (13) mais 22 pacientes estão realizando a coleta de material para fazer o exame da brucelose em Xanxerê. Ainda em novembro deste ano, cerca de 60 pessoas já haviam realizado o exame, destas seis tiveram a confirmação da doença.

Ildomar da Silva, coordenador da Vigilância Sanitária, explica que são necessários dois exames para a comprovação do resultado, “no primeiro caso, as 60 pessoas fizeram o primeiro exame e 30 dias depois precisavam fazê-lo novamente, nas na segunda coleta nove pessoas não vieram. Agora, com o surgimento da bactéria em outras duas fazendas, mais 22 pessoas estão fazendo a coleta, estas, farão o segundo exame dentro de 30 dias”, explica.

As nove pessoas que não realizaram o segundo exame, foram encaixados na coleta desta terça-feira (13), porém, três não compareceram.

Das 60 pessoas que já fizeram o exame, seis tiveram a confirmação da bactéria. Essas pessoas foram encaminhadas para Florianópolis onde passaram pelo tratamento.

 

O que é brucelose

A Brucelose é uma enfermidade de trato infeccioso que se alastra a partir dos animais para as pessoas. Essa contaminação pode ocorrer por meio do leite, queijo e demais laticínios. Há também a possibilidade da Brucelose ser transmitida através do ar ou pelo contato direto com animais que possuem a infecção.

 

Os principais sintomas da Brucelose são similares aos da gripe, como:

Febre

Cansaço corporal

Dor e enfraquecimento das articulações

Calafrios

Sudorese

Fraqueza

Dor de cabeça e no corpo em geral

 

Causas da Brucelose

A Brucelose atinge os animais selvagens, entretanto, pode contaminar os domésticos. Os animais de origem bovina, caprina, ovina, suína e canina são os mais propícios a contraírem a doença, porém, alguns bichos do mar também podem ser afetados, como focas, baleias e golfinhos.  Como já dito anteriormente, a bactéria causadora da doença se espalha a partir dos animais, e há três formas responsáveis por este contágio, são elas:

 

– Consumo de laticínios crus. O micro-organismo chamado Brucella, proveniente do leite de animais contaminados pode se dispersar para as pessoas através do consumo de leite não pasteurizado, manteiga, queijos e sorvetes à base do leite. Essa bactéria também pode ser expedida por meio da carne mal cozida ou crua dos animais infectados.

– Inalação. A bactéria Brucella se propaga rapidamente através do ar, podendo afligir qualquer pessoa que permaneça num local onde há a contaminação. O grupo de risco são agricultores, empregados de matadouros e técnicos de laboratório, pois podem inalar o micróbio.

– Contato direto. As bactérias presentes no sangue, placenta ou sêmen de um animal contaminado podem se infiltrar em sua corrente sanguínea por meio de um ferimento e a proximidade. Por esse motivo, as pessoas que possuem baixa imunidade devem se abster da manipulação em animais que contenham a doença.

A Brucelose geralmente não se transmite de uma pessoa para outra, porém, em algumas ocasiões, as mães podem passar a patologia para seus filhos através do parto ou da amamentação. São raros os casos em que a Brucelose foi transmitida através da relação sexual ou por intermédio de transfusão de sangue infectado ou de medula óssea.

 

Tratamento

O tratamento para a Brucelose tem como objetivo atenuar os indícios da doença, impedir um possível reaparecimento do problema e evitar maiores transtornos. Para isso, o paciente contaminado deverá consumir medicamentos antibióticos por pelo menos 1 mês e meio, no entanto, os sintomas podem perdurar por vários meses. O principal risco é que a doença reapareça e se torne crônica, sendo que os prognósticos podem afligir por anos e se transformarem em mais intensos, podendo gerar além da febre e fadiga, a artrite e a espondilite. Por essa razão o tratamento deve ser rápido e eficaz.

 

Prevenção da Brucelose

– Evitar o consumo de laticínios não pasteurizados, independente de suas origens.

– Cozinhar bem os alimentos e não consumir carnes com aparência crua.

– Manter a higiene durante o preparo das refeições, cuidados e manipulação com animais, utilizando luvas de borracha e sabonetes antibactericidas.

– Vacinar os animais domésticos e sempre levá-los ao veterinário para realizar exames.

 

 


Por: Patricia Silva

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