Vigilâncias aguardam estruturação do setor de zoonose para iniciar trabalhos

14 de fevereiro de 2018 09:30
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Vigilâncias aguardam estruturação do setor de zoonose para iniciar trabalhos Foto: divulgação

 

A secretaria de saúde, por meio da secretaria de políticas ambientais e do departamento de vigilância sanitária e epidemiológica, ficou responsável pela elaboração do programa de controle de zoonose no município. A determinação passou a valer desde o dia 25 de janeiro de 2018, quando o prefeito na época, Ivan Marques, assinou o decreto para regulamentar a situação.

Antes disso, quem realizava os atendimentos no município era o Grupo Bem Estar Animal, com voluntários e sem contar com recursos públicos. O Ministério Público interviu na situação e propôs um Termo de Ajuste de Conduta- TAC, para que o município regularizasse a situação. A administração ofereceu o valor de R$ 5 mil mensal para o grupo fazer todo o trabalho de atendimento, tratamento e destinação a adoção responsável, mas na época o grupo alegou ser impossível fazer todas as ações com este valor. Desta forma, o município assinou o decreto onde se compromete a realizar estes serviços por conta própria, por meio das vigilâncias epidemiológica, sanitária e secretaria de políticas ambientais.

Em entrevista com o coordenador da vigilância sanitária, Mauro Narciso, se obteve as informações de que a pasta aguarda da administração a estruturação do novo setor de zoonose, para que os trabalhos iniciem.

“A secretaria de saúde, secretaria de políticas ambientais, vigilância sanitária, estão aguardando da administração a criação do setor de zoonose, que hoje não existe no município. Com relação não só a cães e gatos, mas a porco, galinhas, bois, vacas, outros animais que transmitem doenças para o homem e também precisam de um atendimento. Então estamos no aguardo da estruturação e contratação de médico veterinário, pessoas capacitadas para fazer o resgate, medicamentos, rações, veículos e locais para deixar esses animais”, explica Mauro.

Mauro comenta ainda que o município não está realizando o atendimento e hoje a orientação é acionar a Polícia Militar.

“Recebemos as denúncias, mas estamos de mãos atadas, pois aguardamos também. A orientação é acionar a Polícia Militar em casos graves, ou quando é animal morto nós já fazemos o recolhimento, mas ainda não podemos fazer o controle de zoonose, pois necessitamos da estruturação”, finaliza.

Confira o decreto:


Por: Patricia Silva

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