Voluntariado: conheça a história de três voluntárias que dedicam seu tempo para ajudar o próximo

28 de agosto de 2018 17:02 | Comunidade , Variedades , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Voluntariado: conheça a história de três voluntárias que dedicam seu tempo para ajudar o próximo Imagem Ilustrativa (Foto: Divulgação)

No Brasil, o dia 28 de agosto é celebrado como o Dia Nacional do Voluntariado. A data foi instituída o país no ano de 1985, por meio da Lei nº 7.352, sancionada pelo então Presidente da República, José Sarney. A partir desta data, as entidades que trabalham com voluntários celebram anualmente.

O voluntário é aquele que dedica o seu tempo a uma causa sem receber nenhum valor em dinheiro por isso. E, neste dia do voluntariado, o Lance Notícias conversou com três voluntárias de causas diferentes que contaram porque decidiram dedicar seu tempo ao voluntariado.

Cleuza Gottardi Matias é voluntária da Cruz Vermelha e do projeto Contando e Encantando, do Hospital Regional São Paulo. Natural de Xanxerê, morou no Rio Grande do Sul por 35 anos, é assistente social e hoje trabalha como educadora social no Lar Aprisco.

Quando voltou para a terra natal, há cerca de um ano, buscou a coordenação do hospital para fazer parte do projeto Contando e Encantando e desde então faz parte desse grupo de voluntários.

“Ser voluntária desse projeto no hospital faz com que eu sinta que posso a cada dia melhorar como ser humano. Cada vez que coloco o avental do projeto e pego o carrinho colorido com os fantoches e livros, sinto que nesse momento em algum quarto alguém me espera para ouvir minhas palavras positivas. Os pacientes agradecem a minha disponibilidade e desejam coisas maravilhosas pra mim que sinto-me como se fossem meus filhos me dando carinho é como se meus filhos que estudam fora deixassem pra mim seus cuidadores”, declara.

Josiane Marinho de Mello Camargo, é bombeira comunitária há cerca de cinco anos. Ela diz que decidiu seguir nesse trabalho voluntário por influência do irmão e recomenda que todos que tiverem a oportunidade de realizar o curso, devem fazer.

“Decidi ser bombeira comunitária a princípio porque meu irmão era e me incentivou muito a fazer, para saber como agir diante de algum acidente ou outra situação. Me formei em 2013 e depois que fiz o curso gostei muito de prestar serviço e presto até hoje. Não somos pagos, digo em dinheiro, mas o reconhecimentos das pessoas que a gente ajuda é muito satisfatório, não tem dinheiro que pague isso. E o nosso batalhão também é um lugar muito bom pra se trabalhar. Aprendemos muito sobre disciplina, respeito, amor ao próximo, que não tem tempo ruim, precisamos estar lá quando for preciso. O que a aprendemos ali levamos para vida toda e pode fazer muita diferença”, conta.

Ela conta que o bombeiro comunitário precisa cumprir 24 horas mensais e, quando se tem disponibilidade, o bombeiros pode ligar no quartel e pedir autorização para trabalhar. Lá, o chefe de socorro do dia determina se o bombeiro ficará na ambulância ou no caminhão.

Já a voluntária Edilene Balen dedica o seu tempo à causa animal. Ela faz parte do Grupo Bem-Estar Animal há cerca de cinco anos, mas o amor pelos animais vem desde sempre.

“Quando era criança, morava no interior, tínhamos os animais e eu sempre gostei de todos eles, sempre cuidei com um olhar diferente. Sendo voluntária da causa animal o que me motiva é ver o depois. Vemos o antes, vemos eles sofrendo, pedindo socorro com os olhos e depois de você fazer alguma coisa ver a gratidão nos olhos deles dá a certeza de que fizemos a diferença na vida deles”, destaca.

Edilene destaca que os animais não podem falar, por isso se comunicam com os olhos e demonstram seus sentimentos através deles.

Eles não podem falar, pedem com os olhos e da mesma forma eles são gratos com o olhar e o amor que eles dão.

“Meu ponto de vista com relação aos animais, é que somos todos obras de Deus e acredito que Deus tenha colocado os animais na nossa vida para que os humanos aprendam o verdadeiro significado de amor e respeito e quem não consegue aprender isso pelo amo, aprende pela dor. Somos serem em evolução e os animais estão ai para nos ajudar a evoluir”, conclui.


Por: Alessandra Oliveira

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