“Vou dar a vida a quem me deu a vida”, diz filha que poderá doar rim para sua mãe

A jovem reside em Joaçaba e, sua mãe Iracema, em Faxinal dos Guedes

17 de setembro de 2018 10:06
Comunidade , Lance Notícias , Variedades , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
“Vou dar a vida a quem me deu a vida”, diz filha que poderá doar rim para sua mãe Foto: Alessandra Bagattini/Lance Notícias

“Eu vou dar a vida a quem me deu a vida, então é um sentimento que não tem explicação”. É assim que Regina Dias de Oliveira, 29 anos, resume o sentimento ao fazer os exames para realizar a doação de um rim para sua mãe.

A jovem reside em Joaçaba (SC) e, sua mãe Iracema, em Faxinal dos Guedes. Ela realiza exames de hemodiálise na Unidade de Terapia Renal, de Xanxerê, e nesta segunda-feira (17), ambas realizam o último exame para ver a compatibilidade da doação.

Iracema, de 52 anos, destaca que o sentimento é gratidão. Ela está na fila do Sistema Único de Saúde (SUS) há três anos.

“Eu estou me sentido feliz. Fazia um ano e meio que estava me tratando e eles não descobriam o que eu tinha. Ai troquei de médico e eles descobriram que era problema nos rins. Quando comecei a fazer hemodiálise, aqui em Xanxerê, o médico que me disse que eu tinha esse problema há dez anos, mas eu não sabia”, conta.

Emocionada, a filha Regina frisa que o pensamento está positivo e na esperança que dê tudo certo. “A gente sempre quis saber se era compatível, porque ela está fila de espera pelo SUS, mas demora muito tempo, anos. Então temos a possibilidade descobrirmos se somos compatíveis. Se der tudo certo a gente faz a doação de um rim, que não fará falta e nem vai prejudicar a minha saúde. Eu vou continuar tendo uma vida normal e ainda vou salvar a vida dela”.

Desde que descobriu a doença, Iracema passa por diversas dificuldades, principalmente ligadas a sua alimentação. “Ela ficou internada vários dias e precisou colocar um cateter. Foi tudo muito difícil porque não sabíamos de nada e nem como funcionava. É muito difícil, devido a água e a alimentação. Meu pai também tentou fazer a doação, mas o rim não era compatível”, diz a filha.

Diante da situação, Regina destaca a importância das pessoas terem consciência e realizarem a doação de órgãos. “As pessoas precisam entender que a doação de órgãos salva a vida de outras pessoas. Eu, principalmente, porque vou dar a vida a quem me deu a vida, então é um sentimento que não tem explicação. Eu estou muito feliz. Não tem preço que pague, estamos torcendo bastante para que dê tudo certo e que eu consiga fazer a doação”.


Por: Alessandra Bagattini

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