Xanxerê conta com 455 focos do mosquito da dengue

13 de junho de 2019 18:26 | Visualizações: 132
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Xanxerê conta com 455 focos do mosquito da dengue Foto: divulgação

O mosquito transmissor do vírus da dengue, zika e chikungunya é o Aedes aegypti. Ele se caracteriza pelo tamanho pequeno, cor marrom médio e por nítida faixa curva branca de cada lado do toráx. Nas patas, apresenta listras brancas.

Xanxerê é um dos municípios da região considerado infestado pelo mosquito. Segundo Elisandra Schoenardie, bióloga da Gerência de Saúde, o município conta com 455 focos e os trabalhos continuam.

– Nos próximos dias um novo boletim deve ser divulgado informando que mais dois municípios da regional também estão infestados, sendo Ouro Verde e Lageado Grande – diz.

Quais os hábitos do mosquito?

O Aedes aegypti vive de 35 a 45 dias, sendo que sua alimentação, reprodução e postura dos ovos ocorre durante o dia. A atividade do mosquito ocorre preferencialmente no início da manhã e final de tarde. Entretanto estudos tem indicado a possibilidade de que este período esteja se ampliando. As fêmeas do mosquito necessitam do sangue humano para a maturação dos ovos. Dessa forma, é nesse momento que pode ocorrer a transmissão das doenças (tanto da transmissão do vírus aos seres humanos, como a infecção do mosquito ao picar uma pessoa doente no período de viremia).

Ciclo de Reprodução

A fêmea deposita até 100 ovos nas paredes internas de recipientes que tenham ou que possam acumular água. A fêmea escolhe mais de um local para realizar cada postura, o que garante maior sucesso reprodutivo, ou seja, podem nascer insetos de vários recipientes no mesmo ambiente. Nesses locais os ovos podem durar até um ano e meio. Em contato com a água, os ovos desenvolvem-se rapidamente em larvas, que dão origem às pupas. Delas, surge o adulto num ciclo de, aproximadamente, 7 dias. Por isso a importância de que cada um observe o seu ambiente ao menos uma vez por semana para eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti.

Criadouros

O Aedes aegypti tem como criadouros os mais variados recipientes que possam acumular água parada, domiciliares e peridomiciliares. Os mais comuns são pneus sem uso, latas, garrafas, pratos dos vasos de plantas, caixas d’água descobertas, calhas, piscinas e vasos sanitários sem uso. A fêmea do mosquito pode, também, depositar seus ovos nas paredes internas de bebedouros de animais e em ralos desativados, lajes e em plantas como as bromélias.

 O que fazer?

  • Evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usar, coloque areia até a borda;
    • Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;
    • Mantenha lixeiras tampadas;
  • Deixe os tanques utilizados para armazenar água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;
    • Plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água.
    • Trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;
    • Mantenha ralos fechados e desentupidos;
    • Lave com escova os potes de comida e de água dos animais, no mínimo uma vez por semana;
    • Retire a água acumulada em lajes;
    • Limpe as calhas, evitado que galhos ou outros objetos não permitam o escoamento adequado da água;
    • Dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em vasos sanitários pouco usados e mantenha a tampa sempre fechada;
    • Evite acumular entulho, pois podem se tornar criadouros do mosquito.

 


Por: Patricia Silva

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