Xanxerê é um dos municípios de SC com a gasolina mais cara, aponta pesquisa da ANP

30 de janeiro de 2019 18:40
Comunidade , Economia , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Xanxerê é um dos municípios de SC com a gasolina mais cara, aponta pesquisa da ANP Foto: Divulgação

Os moradores do Oeste de Santa Catarina abastecem com a gasolina comercializada com o valor mais alto. A pesquisa foi realizada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) entre os dias 20 e 26 de janeiro.

Ao todo, os postos de 11 cidades (veja lista abaixo) oferecem o litro do combustível abaixo dos R$ 4,00. Todas as outras consultadas já operam com valores superiores. Conforme a ANP, os valores chegam a ter diferença de até R$ 0,42.

A agência também pesquisa e divulga qual o preço pago na distribuidora. Nesse quesito, a média dos valores varia entre R$ 3,39 e R$ 3,69, sendo o mais barato em Laguna, no Sul do Estado, e o mais caro em Palhoça, na Grande Florianópolis. Em Concórdia, onde o valor pago pelo consumidor é o mais alto, o preço observado na distribuidora é também um dos mais altos, R$ 3,64.

Confira abaixo a lista divulgada pela ANP com a média em cada cidade pesquisada:

Cidades do Oeste:

Chapecó: R$ 4,096 na bomba | R$ 3,549 distribuidora – 9 postos pesquisados

Videira: R$ 4,134 na bomba | distribuidora não divulgado – 7 postos pesquisados

Caçador: R$ 4,171 na bomba | R$ 3,615 distribuidora – 8 postos pesquisados

Xanxerê: R$ 4,188 na bomba | R$ 3,572 distribuidora – 4 postos pesquisados

Balneário Camboriú: R$ 4,217 na bomba | R$ 3,642 distribuidora – 9 postos pesquisados

Concórdia: R$ 4,304 na bomba | R$ 3,649 distribuidora – 6 postos pesquisados

Demais municípios:

Criciúma: R$ 3,88 na bomba | R$ 3,471 distribuidora – 12 postos pesquisados

Araranguá: R$ 3,882 na bomba | R$ 3,494 distribuidora – 11 postos pesquisados

Brusque: R$ 3,891 na bomba | R$ 3,437 distribuidora – 10 postos pesquisados

São José: R$ 3,904 na bomba | R$ 3,667 distribuidora – 17 postos pesquisados

Palhoça: R$ 3,921 na bomba | R$ 3,692 distribuidora – 18 postos pesquisados

Itajaí: R$ 3,928 na bomba | R$ 3,429 distribuidora – 11 postos pesquisados

Tubarão: R$ 3,947 na bomba | R$ 3,428 distribuidora – 10 postos pesquisados

Joinville: R$ 3,961 na bomba | R$ 3,537 distribuidora – 20 postos pesquisados

Biguaçu: R$ 3,97 na bomba | R$ 3,624 distribuidora – 10 postos pesquisados

Jaraguá do Sul: R$ 3,974 na bomba | R$ 3,504 distribuidora – 12 postos pesquisados

Laguna: R$ 3,976 na bomba | R$ 3,39 distribuidora – 7 postos pesquisados

Blumenau: R$ 4,003 na bomba | R$ 3,584 distribuidora – 20 postos pesquisados

Florianópolis: R$ 4,015 na bomba | R$ 3,629 distribuidora – 36 postos pesquisados

Lages: R$ 4,064 na bomba | R$ 3,575 distribuidora – 9 postos pesquisados

Mafra: R$ 4,084 na bomba | R$ 3,478 distribuidora – 7 postos pesquisados

Núcleo dos Postos de Combustíveis de Xanxerê explica:

A presidente do Núcleo de Postos de Combustíveis de Xanxerê, em entrevista na última semana, Mari Tânia Tremea Agazzi, explica a situação.

– O Estado tem uma média, até mesmo para incidir o imposto (PMPF preço médio ponderado ao consumidor final) e Xanxerê está abaixo dessa média. A cada 15 dias há um reajuste neste imposto. Se for analisar o preço médio ponderado, Xanxerê está até abaixo. Agora, tem várias implicações, por exemplo, o frete. O abastecimento de quase toda a região norte e sul e Litoral de Santa Catarina é feita através das bases de: Guaramirim que fica próximo a Joinville, Itajaí e Biguaçu, todas elas alimentadas por oleodutos vindos da base de araucária, assim chegando os combustíveis com custos bem inferiores para os revendedores,  já a região Oeste temos que buscar o combustível em Lages, Araucária, Passo Fundo e Chapecó, todos alimentados via rodoviário, encarecendo o valor de compra do revendedor sendo que tudo isso tem uma implicação no preço final para o consumidor. O mercado define muito. Se acontece uma guerra de preço, como ocorre muito no litoral, as próprias distribuidoras aliviam o preço naquela região e compensam seus custos aumentando os preços em outras regiões. É uma questão de mercado mesmo, de demanda – detalha Mari.

 


Por: Alessandra Bagattini

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