Xanxerense é homenageado com título Mestre dos Saberes e dos Fazeres das Culturas Populares

21 de agosto de 2018 08:23
Comunidade , Cultura , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Xanxerense é homenageado com título Mestre dos Saberes e dos Fazeres das Culturas Populares Homenagem a Valter Ebertz (Foto: divulgação)

Valter José Ebertz, foi professor por 33 anos e voluntário no movimento escoteiro há mais de 26 anos. Com tantos anos dedicados à cultura, recebeu o título de mestre dos Saberes e dos Fazeres das Culturas Populares, na Câmara de Vereadores, nessa segunda-feira (20).

“Venho de duas famílias com tradição em contar histórias e estórias. No lado materno meu avô Augusto Percisi e meu tio Talis Percisi foram grandes contadores de histórias e estórias. No lado paterno minha avó rosa Dozolina Vani Ebertz e meu tio Ernesto Ebertz também eram grandes contadores de histórias. Da parte do vô Augusto aprendi histórias do norte da Itália contadas na sua maioria no dialeto vêneto. Meu tio Talis ensinou-me histórias de pescarias, caçadas e assombrações. Já minha vó rosa ensinou-me histórias e sagas da família e meu tio Ernesto ensinou-me histórias populares, muitas da cultura italiana (do norte da Península Itálica e dos pioneiros destes nossos rincões sulistas), ademais de lendas, fábulas, etc”, conta.

Com isso, Valter herdou o dom de contar histórias.

“Destes meus mestres herdei o dom de encantar com as palavras narrando histórias mas também aprendi e aperfeiçoei técnicas de contação de histórias no movimento escoteiro com a mestra Iara Magalhães Lara, do grupo escoteiro Gonçalves Dias, da cidade de Palmitos”.

Seja em salas de aula ou com os grupos de escoteiros, Valter destaca que sua maior satisfação é em contar histórias.

“Contar histórias para mim é gratificante. Gosto de encantar com as palavras e utilizo muitas técnicas para envolver a plateia. Narro tanto na primeira pessoa como na terceira pessoa e conto através de músicas, operetas, na prosa e no verso. Meu lugar preferido para contar histórias é perto do fogão à lenha ou ao redor de uma fogueira. Tenho várias pessoas que aprenderam e que estão aprendendo a contar histórias comigo. Na família são meu sobrinho Yuri Ebertz, de 9 anos, e o filho de meu primo Gilberto, Ailton Percisi, com 20 anos. No movimento escoteiro já ensinei a contar histórias a mais ou menos uma dezena de pessoas, sendo as três últimas Ivanete Spricigo, Dulce Catarina Mucelim Maceiski e Luciane Pedron Romani. Para mim é relevante o ato de contar histórias com maestria pois esta arte popular está presente em todos os povos e em todas as épocas, desde as mais remotas. Contar histórias para um, dois, dez, cem ou quinhentos ouvintes é a mesma emoção, o mesmo compromisso, o mesmo sentimento de passar adiante os sonhos humanos”.

 


Por: Patricia Silva

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