Xanxerense Mayara Bordin integra projeto social e doa parte do seu salário para mantê-lo

11 de janeiro de 2019 20:14 | Comunidade , Esporte em destaque , História , Variedades , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Xanxerense Mayara Bordin integra projeto social e doa parte do seu salário para mantê-lo (Foto: MAURO HORITA / ALLSPORTS)

A xanxerense Mayara Bordin, atleta do futebol feminino que hoje atua no clube espanhol Málaga CF faz parte de um grupo de pessoas que fazem parte do projeto Common Goal. Este é um projeto social, onde os participantes destinam parte dos seus rendimentos para projetos sociais em prol de crianças carentes ao redor do mundo.

Mayara conta que conheceu o projeto enquanto participava do evento World Football Summit, realizado em Madrid. Neste evento, diversas pessoas ligadas à indústria do futebol se reúnem para debater sobre assuntos variados, apresentando propostas, dividindo experiências e apresentando projetos.

– Um dos projetos apresentados no evento era a Common Goal, fundada pelo jogador Juan Mata (jogador do Manchester United e Seleção Espanhola), que se trata de um projeto com uma ideia simples, onde jogadores e seus representantes se comprometem a doar 1% de sua remuneração anual ao fundo Common Goal, e eles se responsabilizam em alocar esse dinheiro em Instituições que usam o futebol para o bem, e que criam alto impacto no alcance dos Objetivos Universais da ONU – explica a jogadora.

Segundo a atleta, a maneira mais simples de fazer parte do projeto é por meio dos links ligados ao site da Common Goal. Podem apoiar a causa jogadores e seus representantes, empresas e apoiadores, ou seja, qualquer um pode ajudar. Os atletas que fazem parte se comprometem a doar 1% dos rendimentos anuais. Há também a possibilidade de doar 1% do salário todos os meses.

Ela conta que decidiu fazer parte por acreditar em um mundo melhor e na transformação que o futebol pode fazer na vida das pessoas, principalmente crianças.

– Decidi fazer parte porque acredito em um mundo onde as pessoas olhem mais para o próximo do que pra si, e por muitas vezes eu mesma já me deparei reclamando do mundo e das pessoas, mas não percebia que poderia contribuir em pequenas coisas, e começar diariamente juntando um lixo que não é seu na rua e colocando na lixeira, ajudar um idoso a atravessar a rua, dar o lugar para uma gestante ou idoso sentar, ajudar um animal machucado, dar mais elogios do que fazer críticas, e também ajudar de alguma forma instituições que ajudam crianças carentes a lutar pelo mesmo sonho que foi seu um dia, acredito que vá me fazer uma pessoa melhor. Até porque muitas vezes a gente gasta com muita besteira, então deixar de gastar com uma besteirinha para poder auxiliar o sonho de alguma criança me faz sentir muito bem – destaca.

A atleta conta que gostaria de ajudar mais, mas sente que está fazendo do mundo um lugar melhor com essa ação. Mas, ela destaca que o projeto é grande e tem ganhado cada vez mais apoiadores com o passar dos dias, o que o fortalece cada vez mais.

– É claro que eu não ganho milhões para poder ajudar como gostaria, mas dou minha contribuição diante do que posso, mas a Common Goal tem parceiros pelo mundo todo, que além de organizações governamentais, também tem empresas grandes pelo mundo preocupadas em fazer projetos sociais que acabam abraçando a causa, o que facilita muito o desenvolvimento do projeto. Fazer parte da Common Goal me faz sentir que o meu grão não vai mudar a vida de muita gente, mas com certeza o saco de grãos vai, e o meu vai estar lá com muito orgulho, com muitos outros, contribuindo para que uma criança possa ter mais possibilidades de realizar seu sonho – comenta.

Mayara é a única brasileira que faz parte do projeto. Ela acredita que isso se dá, principalmente, pelo fato de poucos brasileiros o conhecerem. Ela conta que um dos pedidos que fez antes de se juntar ao projeto era de que o valor destinado por ela fosse enviado para projetos do Brasil.

– Acredito que muitas pessoas não conheciam o projeto aqui no Brasil, eu mesma fui apresentada a ele nesse evento que participei, e se não fosse o evento e a Be Universal (agência da Espanha responsável pela minha imagem e contratos), talvez eu também não os conhecesse. Muitas vezes alguém precisa dar o primeiro passo, quem sabe mais pessoas e jogadoras (es) se juntarão. Um dos únicos pedidos que eu fiz para fazer parte era que queria que projetos fossem elaborados no Brasil, e que minha contribuição fosse de certa forma destinada para projetos aqui. E eles se comprometeram com isso – conclui.


Por: Alessandra Oliveira

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