Xanxerense que teve pólio relata desafios e frisa a importância da vacinação

21 de agosto de 2018 09:09
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Xanxerense que teve pólio relata desafios e frisa a importância da vacinação Fotos: Arquivos Pessoais

Com o objetivo de ajudar na conscientização sobre a importância da vacinação contra a poliomielite e o sarampo, o xanxerense Paulo Ferronato fez uso das redes sociais para divulgar parte de sua história.

Ele trocou a foto do seu perfil do facebook por uma de quando tinha 18 meses de vida – período em que descobriu que tinha poliomielite.

“Decidi trocar minha foto do perfil e colocar uma logo após ter tido a poliomielite, em 1966, com 18 meses de vida. Na época não morri por detalhes, mas fique com sequelas físicas para o resto da vida. A foto me traz muitas lembranças dolorosas. Fique seis meses sem nenhum movimento, somente piscava os olhos. Aprendi muito com o sofrimento da pólio que me tornou deficiente. Lutei contra o preconceito e a descriminação, aprendendo a viver e conquistar meu espaço na sociedade”.

 

Paulo aos 18 meses. (Foto: Arquivo Pessoal)

 

O xanxerense comenta ainda que na época não existiam vacinas contra a doença. “Na época, não tinha vacina e muitas crianças como eu sofreram e morreram devido a pólio. Com a minha postagem, aonde divulguei um lado trágico da minha vida, tive apenas uma finalidade: conscientizar pais e mães para que vacinem seus filhos contra a pólio, pois não consigo entender como não estamos cumprindo a meta de vacinação em todos os estados de nosso Brasil. A pólio é uma doença que o pessoal acha que não existe, mas ela existe ainda e tem casos no Brasil. É um vírus letal, selvagem, se ele não mata, ele causa sequelas irreversíveis”.

Para conquistar seu espaço na sociedade, Paulo enfrentou preconceitos e muita descriminação, por isso pede a conscientização principalmente dos pais. “Eu tive que lutar, mas hoje conquistei meu espaço, minha vida, minha independência, mas tem pessoas que ainda estão nessa situação. Eu tive a oportunidade de estudar e me tornar independente, outros não. Por isso, peço para que os pais que efetivamente vacinem os seus filhos. Existem pais que não levam e não querem vacinar os seus filhos, mas as vacinas salvam as pessoas, a sociedade precisa entender isso”, conclui.


Por: Alessandra Bagattini

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