Xanxerense relata o amor de ter um filho adotado

5 de novembro de 2018 14:23 | Comunidade , Cultura , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Xanxerense relata o amor de ter um filho adotado Foto: Divulgação

“Ele até pode ser capaz de viver sem nós, mas nós não vivemos sem ele”, comenta Luciana Raquel Ribeiro.

“Para mim é normal, é como se ele tivesse nascido de mim”. Assim define a xanxerense Luciana Raquel Ribeiro, de 38 anos, casada com Valdir Carlos Gasparini. O casal adotou um menino órfão, ano passado, em Xanxerê.

Luciana conta que desejava ter um filho, mas não conseguia engravidar, assim colocou seu nome na lista de espera de adoção no Fórum de Xanxerê.
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Um ano após entrar na fila de adoção, Luciana recebeu a confirmação de seu médico: estava grávida da pequena Valentina. Apesar do desejo de ter um filho ter sido atendido, a mãe não saiu da lista de espera. “Eu estava ainda na fila da adoção após minha gravidez, porque queria mais um filho, assim decidi ter mais um, só que adotivo”. Seis anos após o nascimento de sua filha, em 2016, Luciana reativou seu cadastro de adoção e meses após foi comunicada que tinha um menino lhe esperando para ir pra casa junto com ela.

“Quando ele chegou foi tudo novo, uma surpresa, amigos e parentes ajudaram com o necessário para a sua chegada fosse bem-vinda. Os cuidados com ele foram mais tranquilos do que com a minha filha. Ele é uma pessoa muito iluminada, muito tranquila, depois que adotei ele minha casa se encheu de luz e paz, ele reaproximou nossas famílias. É uma criança especial, todos se apaixonam por ele”.

Para Luciana a atitude de adotar o menino foi uma mudança no destino dele. “Não sabemos o que poderia ter acontecido se ele não fosse adotado por nós, e hoje ele tem todos os cuidados do mundo, todas as alegrias da infância”.

A recomendação da mãe é que as pessoas que desejam ter um filho passem pela experiência de adoção. “Essa atitude melhora a condição de vida de uma pessoa, se fizemos uma coisa certa nesta vida foi a adoção, nossos filhos são nosso melhor presente”.

Sobre a adoção, Luciana explica que quando seu filho tiver idade para compreender o processo de adoção, ele vai ser informado. “Se ele desejar conhecer a família biológica, que é uma decisão que só ele pode ter, nós o apoiaremos e acompanharemos se assim ele desejar”, comenta Luciana.


Por: Karina Ogliari

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