Xanxerense usa artesanato como terapia e renda extra e comercializa produtos para fora do país

2 de janeiro de 2019 10:28 | Comunidade , Variedades , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Xanxerense usa artesanato como terapia e renda extra e comercializa produtos para fora do país (Fotos: Divulgação)

Um alívio para a depressão. Esse foi o motivo que levou a xanxerense Josiane Becker a iniciar sua carreira como artesã. Hoje, já faz dois anos que ela tem o artesanato como renda extra e terapia.

De acordo com Josiane, o artesanato entrou na sua vida por acaso, em um momento de fragilidade.

– Comecei no artesanato depois de uma depressão muito forte que foi causada pelo meu antigo trabalho. Comecei o tratamento e meus médicos me indicaram algo para ocupar meu tempo, além do trabalho. A minha válvula de escape foi o artesanato. E, minha irmã uma vez comprou uma cuia personalizada, eu me interessei e comecei a fazer sozinha. O artesanato foi um meio de eu me reencontrar e me recuperar. Antes, eu precisava tomar oito tipos de remédios e agora tomo apenas um remédio de farmácia. Estou bem melhor – conta.

Ela conta que nunca fez cursos, aprendeu as técnicas sozinha e busca ajuda na internet. No início, fazia apenas as cuias personalizadas, mas já aumentou sua gama de produtos e sempre busca inovar.

– Faço cuias, térmicas, plotagem em garrafas, caixinhas e com isso fui aprendendo cada vez mais, me interessando. É uma terapia para mim e até o meu marido me ajuda também agora, ele aprendeu para me ajudar, pois nem sempre dou conta dos pedidos sozinha – comenta.

Com o tempo, seu trabalho foi tomando grandes proporções e, hoje, além de vender os artefatos confeccionados por ele para Xanxerê e municípios vizinhos, Josiane tem clientes também no estado do Mato Grosso e, também, fora do país.

– Minhas vendas em Xanxerê são grandes, mas tenho bastante clientes no Mato Grosso, para lá, as encomendas são mais de lembranças e acessórios para noivas e casamentos e as cuias. Além disso, tenho uma moça que eu forneço que é da Argentina. A cada seis meses ela vem buscar o que encomenda, cerca de 70 cuias, e leva para vender lá. Na Argentina, eu vendo mais copos de tererê, é o que o pessoal mais busca – destaca.

 

Pedido inusitado

Dentre os diversos pedidos, Josiane conta que, até hoje, o que mais lhe marcou foi o pedido de uma noiva que reside em Rondonópolis (MT). Ela decidiu trocar o tradicional buquê de flores por um artefato artesanal.

– O pedido mais diferente que eu tive até hoje foi de uma noiva de Rondonópolis (MT), que me pediu para fazer uma santa de gesso. Ela queria entrar na igreja com uma Nossa Senhora Aparecida no lugar do buquê e foi a coisa mais difícil, porque até então eu não trabalhava com gesso e eu tinha medo de mandar para lá, tinha medo que quebrasse. Foi um pedido bem diferente, mas consegui fazer a santa e ela chegou inteira – lembra.

(Foto: Divulgação)

 

Vendas

Quanto às vendas, a artesã conta que, no início, comercializava seus produtos apenas para amigos e familiares, mas a procura aumentou e ela começou a usar as redes sociais para divulgar seu trabalho.

– Hoje, 90% das minhas vendas são pelas redes sociais e os outros 10% ou vendo no mercado ou nas feiras. As feiras são mais para expor os produtos. E, as vendas no Mato Grosso começaram quando meu cunhado levou uma cuia para lá e as pessoas começaram a pedir – conclui.


Por: Alessandra Oliveira

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